Efeitos do manejo em propriedades físicas e no carbono orgânico total de um argissolo vermelho-amarelo localizado na Zona da Mata Mineira
Ano de defesa: | 2009 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Fertilidade do solo e nutrição de plantas; Gênese, Morfologia e Classificação, Mineralogia, Química, Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/5420 |
Resumo: | Quando ocorre a substituição de ecossistemas naturais por agroecossistemas, geralmente percebe-se a degradação física e declínio do conteúdo de carbono no solo. Essa degradação pode ser atribuída ao intenso revolvimento do solo durante o preparo, expondo-o à ação de fatores climáticos, provocando erosão, mineralização da matéria orgânica e oxidação de carbono orgânico do solo. A utilização de práticas conservacionistas de manejo do solo tem recebido grande ênfase atualmente, basicamente no que se refere à manutenção e à melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos cultivados e suas implicações no rendimento das culturas. Partindo-se da hipótese de que os sistemas conservacionistas melhoram a qualidade física do solo, o presente trabalho teve como objetivo avaliar as modificações provocadas nas propriedades físicas e no carbono orgânico, em diferentes sistemas de manejo, em um Argissolo Vermelho-Amarelo, submetido a um experimento de longa duração. Para tal foram coletadas amostras de solo nas camadas 0-5, 5-10, 10-20 e 20- 40 cm de profundidade num experimento submetido a quatro tratamentos, a saber: PD (plantio direto); AD (arado de disco); AD+GP (arado de disco+grade pesada) e GP: grade pesada. Uma área sob mata atlântica secundária (MS), adjacente ao experimento, foi amostrada e utilizada como referência, representando o quinto tratamento. Foram avaliados a densidade do solo, densidade da partícula, grau de floculação, argila dispersa em água, granulometria, porosidade, condutividade hidráulica do solo saturado, estabilidade de agregados, carbono orgânico total, estoque de carbono orgânico, carbono orgânico em classes de agregados e análise micromorfológica de agregados. Concluiu-se que: (I) o cultivo do solo aumentou a degradação física, comprovada pela redução da porosidade, da estabilidade de agregados, da condutividade hidráulica em solo saturado e aumento da densidade do solo; (II) os maiores estoques de carbono foram observados no solo da mata atlântica secundária (MS) em comparação ao solo dos sistemas de manejo; (III) o sistema de manejo conservacionista plantio direto (PD) contribuiu para a melhoria nas propriedades físicas e na recuperação dos estoques de carbono orgânico após aproximadamente 80 anos de práticas agrícolas, (IV) os macroagregados contribuem efetivamente nos estoques de carbono orgânico no solo, mostrando os maiores conteúdos de COT; (V) a análise microestrutural se mostrou sensível entre os sistemas de manejos avaliados, servindo de ferramenta promissora para estudo de agregação do solo. |