Resíduo da produção de palmito da Palmeira Real Australiana na alimentação de vacas leiteiras
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul Doutorado em Zootecnia UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/1862 |
Resumo: | Realizaram-se dois experimentos. No primeiro, objetivou-se avaliar o consumo, digestibilidade, produção e composição do leite de vacas leiteiras consumindo resíduo da produção de palmito de Palmeira Real Australiana. Foram utilizadas 16 vacas da raça Holandesa, confinadas por um período de 60 dias. Os tratamentos foram 0%, 7,5%, 15% e 22,5% de inclusão de resíduo de palmito da Palmeira Real, com base na matéria seca (MS), na dieta volumosa composta por cana-de-açúcar. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema de medidas repetidas no tempo, utilizando-se a produção de leite como critério para a formação dos blocos. Os dados foram comparados por regressão e testados os efeitos lineares e quadráticos dos níveis da bainha no volumoso. Apenas o ganho médio diário foi analisado como bloco inteiramente casualizado, uma vez que se tinham as pesagens no início e fim do experimento. Não observou-se diferença significativa para o consumo de proteína bruta, matéria orgânica e fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e proteína. Observou-se efeito linear decrescente dos níveis do resíduo no volumoso sobre o consumo de MS, carboidratos não fibrosos e extrato etéreo. Verificou-se com a adição do resíduo na ração, diminuição do consumo de energia metabolizável e nutrientes digestíveis totais. Não houve efeito da inclusão do resíduo de palmito na dieta das vacas sobre a produção de leite e produção de leite corrigida para 4% de gordura. Não houve efeito da inclusão do resíduo de palmito sobre os teores de gordura, proteína, lactose e extrato seco total do leite. A substituição pelo resíduo da produção de palmito da Palmeira Real Australiana em até 22,5% em dietas baseadas em cana-de-açúcar para vacas de média e baixa produção, não altera a produção e composição do leite. No segundo experimento, objetivou-se avaliar a composição química e os parâmetros fermentativos do resíduo da produção de palmito da Palmeira Real com aditivos. Foram avaliadas as silagens de resíduo da produção de palmito da Palmeira Real (controle), a silagem de resíduo aditivada com 0,5% de ureia, silagem de resíduo aditivada com 0,5% de óxido de cálcio (CaO) e silagem de resíduo aditivada com 0,5% ureia e 0,5% óxido de cálcio. O resíduo foi acondicionado em silos experimentais (Baldes) dotados de válvula tipo Bunsen, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 2 (inclusão ou não de cal x inclusão ou não de ureia) com 4 repetições. Foi feita a correção da matéria seca (MS) para perdas por compostos voláteis. O teor de (MS) foi maior para a silagem aditivada com ureia (19,2%). O teor de proteína bruta (PB) foi maior para as silagens as silagens que receberam ureia e cal (11,5%) e para as silagens que receberam ureia (10,6 ̈%), enquanto que para o teor de fibra em detergente neutro (FDNcp) e fibra em detergente ácido (FDA), a silagem controle foi a única que diferiu das demais, com teores de 69,93 e 51,40%. As perdas por efluentes foram maiores para a silagem controle e silagem com CaO (56,1% e 58,4%) e as perdas por gases na base da MS, foram maiores para a silagem aditivada com CaO e aditivada com ureia. A silagem controle apresentou o menor pH (3,75). As silagens aditivas com CaO e CaO e ureia apresentaram os menores teores do ácido lático (3,2% e 3,3%) e maiores teores de ácido propiônico (0,29% e 0,30%). Não foi constatado diferenças significativas para o ácido butírico entre os tratamentos. O uso de óxido de cálcio em silagens com resíduo da produção de palmito da Palmeira Real não justifica-se diante os resultados observados. |