Avaliação de indicadores biológicos e físicoquímicos no composto orgânico produzido a partir de resíduos da indústria de celulose
Ano de defesa: | 2007 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Manejo Florestal; Meio Ambiente e Conservação da Natureza; Silvicultura; Tecnologia e Utilização de Mestrado em Ciência Florestal UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/3208 |
Resumo: | Nos últimos anos, a produção de celulose kraft branqueada vem crescendo significativamente no Brasil e, com isso, aumenta-se a preocupação dos aspectos ambientais desta tipologia, devido à grande geração de resíduos sólidos. O processo de compostagem vem sendo largamente utilizado por empresas brasileiras como forma de tratamento dos resíduos sólidos orgânicos, transformando-os em composto orgânico que pode ser utilizado diretamente nos plantios florestais como condicionadores de solo. O objetivo deste trabalho foi verificar a qualidade do composto orgânico gerado a partir das cascas de eucalipto e lodo biológico de uma indústria de celulose brasileira, e avaliar o potencial de absorção de PCDD (dibenzodioxinas policloradas), PCDF (dibenzofuranos policloradas) e metais pesados pelo cultivo da planta Brassica juncea em diferentes dosagens de lodo biológico e composto orgânico. Foi verificada a presença de microrganismos patogênicos no lodo biológico e, posteriormente, a sua eliminação durante o processo de compostagem. Os resultados deste estudo foram: i) as concentrações de dioxinas e furanos no composto orgânico estiveram abaixo dos limites estabelecidos pelo Canadá e Alemanha para uso na agricultura; ii) nenhum traço de dioxinas e furanos foram encontrados nas plantas; iii) as concentrações de OX (organoclorados) no composto orgânico foram abaixo dos limites estabelecidos pelo órgão ambiental (EPA) da Comunidade Européia; iv) os níveis de OX no lodo biológico apresentaram valores acima do limite da EPA para uso na agricultura, indicando a necessidade do tratamento no lodo biológico antes da aplicação; v) as concentrações de metais estiveram abaixo dos limites estabelecidos na legislação brasileira; vi) o processo de compostagem foi eficiente na remoção dos microrganismos patogênicos e seus indicadores. |