Estratificação ambiental, adaptabilidade e estabilidade de linhagens de feijão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Oliveira, Glauco Vieira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/10482
Resumo: Dois ensaios de valor de cultivo e uso (VCU), um com feijão do grupo preto e outro do grupo carioca, foram conduzidos nas safras das “águas”, da “seca” e do “inverno”, nos municípios de Viçosa, Ponte Nova, Coimbra, Leopoldina, Florestal e Capinópolis, em Minas Gerais, nos anos de 2002 e 2003, com o objetivo de avaliar a interação genótipos por ambientes e investigar a eficiência de diferentes métodos para a obtenção de estimativas dos parâmetros adaptabilidade e estabilidade de 20 linhagens avaliadas em 14 ambientes (combinação de safras, anos e locais), bem como a estratificação dos ambientes, com base na produtividade de grãos. As linhagens, de diferentes instituições de origem, incluídas nestes ensaios apresentaram expressiva variabilidade genética, bem como os ambientes de cada ensaio apresentaram variação suficiente para discriminar o potencial destas linhagens, que também apresentaram comportamento diferenciado ao longo dos ambientes em função da ocorrência de interação genótipos por ambientes. Tanto a performance, em relação à produtividade, de algumas linhagens do tipo preto quanto carioca apresentou relação inversa às suas sensibilidades à ferrugem. Os subgrupos formados pela estratificação ambiental, baseada no algoritmo proposto por Lin (1982), apresentaram, em sua maioria, ambientes referentes à safra de inverno, indicando, neste caso, pequeno efeito de locais sobre o comportamento das linhagens nesta safra. A decomposição da interação nas suas frações componentes simples e complexa, pela metodologia de CRUZ e CASTOLDI (1991), não foi eficiente em aprimorar o agrupamento com base no método tradicional de estratificação. A metodologia de estratificação ambiental de MURAKAMI (2001) foi mais eficiente em apontar a similaridade entre os ambientes do que aquela baseada no princípio de interação genótipos x ambientes não significativa, indicando seu potencial neste tipo de estudo. Para a recomendação de cultivares destacou-se o método de CARNEIRO (1998), baseado no trapézio quadrático ponderado pelo CV, em razão da unicidade do parâmetro MAEC, que englobou os conceitos de adaptação, adaptabilidade e estabilidade. Além da recomendação das linhagens para o grupo de ambientes em avaliação, o método permitiu avaliar o comportamento das linhagens em estudo. As linhagens Ouro negro e VI 5700P, de grãos pretos, e OP-NS-331, VI 4899C e VI 0669C, de grãos carioca, apresentaram adaptabilidade geral. Linhagens Valente e VP1, de grãos pretos, e OP-S-82, VC2 e OP-S-16, de grãos carioca, apresentaram adaptabilidade específica às condições favoráveis, ou seja, responsivas à melhoria das condições ambientais. Já para adaptabilidade específica às condições desfavoráveis destacaram-se as linhagens VI 5500P e VP5, de grãos pretos, e VC4, VC5 e VI 4599C, de grãos carioca, sendo, portanto, mais indicadas para os pequenos agricultores.