Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Silveira, Leonardo Lopes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://locus.ufv.br//handle/123456789/28461
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Resumo: |
Introdução: A doença de Huntington (DH) é uma doença neurológica hereditária, progressiva e incapacitante, que desperta a atenção pelos sintomas característicos e impactantes como os movimentos coreicos. O estresse oxidativo apresenta-se como um agente integrante na fisiopatologia da DH podendo resultar em danos a membranas celulares assim comprometendo sua integridade e viabilidade. Objetivo: Avaliar o perfil oxidativo de portadores da DH em diferentes estágios de capacidade funcional e determinar sua relação com marcadores hematológicos. Material e métodos: Pesquisa contou com a participação de 09 voluntários portadores da DH residentes na cidade de Ervália/Minas Gerais. Os voluntários foram estratificados segundo a capacidade funcional total, utilizando a escala UHDRS- Unified Huntingtons Diseases Rating Scale. Foram estabelecidos dois grupos, o primeiro com pacientes em estágio mais avançado e capacidade funcional diminuída e o Segundo com pacientes em estágio menos avançado e capacidade funcional ainda ativa. Foram realizadas analises hematológicas, para definição do hemograma e leucograma. A partir do soro foram realizadas avaliações espectrofotométricas para avaliação da capacidade antioxidante total (FRAP), determinação da atividade das enzimas Catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e Glutationa-S-transferase (GST) e quantificação dos marcadores de dano proteínas carboniladas e produto de lipoperoxidação (MDA). Resultados: Observou-se alterações hematológicas significativas que evidenciaram que o grupo funcionalmente mais acometido apresentava níveis significativamente inferiores de hemoglobina e hematócrito. Embora não tenha sido observado alteração na quantificação da capacidade antioxidante total sérica e da atividade das enzimas antioxidantes SOD e GST, entre os dois grupos avaliados, a atividade da enzima CAT apresentou-se significativamente reduzida no grupo DH em estágio mais incapacitante. Conclusão: Os achados demonstram relação do estresse oxidativo com a evolução clínica da DH, com ênfase na depleção da enzima antioxidante catalase e sua relação com marcadores hematológicos. Apontando essa relação como um importante fator no estabelecimento de condutas preventivas para melhora da qualidade de vida dos pacientes. Palavras-chave: Doença de Huntington. Estresse oxidativo. Disfunção Cognitiva |