Estado nutricional e aspectos fisiológicos e anatômicos em milho sob omissão de micronutrientes catiônicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Mattiello, Edson Marcio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/10849
Resumo: Com o objetivo de caracterizar e diagnosticar a deficiência de micronutrientes catiônicos, foram realizados quatro ensaios independentes, cultivando plantas de milho em soluções nutritivas com restrições de ferro, cobre, manganês ou zinco. Foram avaliados aspectos fisiológicos, anatômicos e teores foliares nas plantas em diferentes tempos de omissão desses micronutrientes. No estudo fisiológico foram quantificadas as trocas gasosas e a fluorescência da clorofila. O estudo anatômico foi feito na região mediana da lâmina foliar, montando-se lâminas a partir de material incluído em historresina ou com impressão da epiderme com cola instantânea. Foi evidenciada a produção de amido na bainha do feixe vascular e, como coloração de contraste, foi utilizado o azul-de-toluidina. Foram obtidas imagens digitalizadas por meio de fotomicroscópio, sendo a proporção dos diferentes tecidos quantificada pelo software Image Pro- Plus. O mesmo software foi utilizado para quantificar a produção de amido. Os teores foliares de ferro, cobre, manganês e zinco foram determinados por meio de espectrofotômetro de emissão óptica com plasma acoplado por indução. Todas as características foram avaliadas na segunda folha acima da última com lígula visível. Os sintomas visuais da deficiência nutricional surgiram aos 5, 12 e 16 dias, nos ensaios com ferro, manganês e zinco, respectivamente. No ensaio com cobre não foram observados sintomas visuais de deficiência até o vigésimo segundo dia. A deficiência de ferro, cobre, manganês e zinco promoveu redução na taxa de assimilação de CO 2 e na produção de amido, porém apenas a deficiência de manganês e de zinco afetou o crescimento da planta. A deficiência de ferro afetou etapas iniciais da fase fotoquímica, principalmente a absorção e transferência de energia pelo complexo coletor. O estudo anatômico mostrou que as deficiências de manganês e zinco foram as que promoveram maiores alterações nas proporções dos tecidos, com menor efeito para o ensaio com ferro e cobre. Em todos os ensaios, os teores foliares apresentaram reduções com o tempo de omissão; no entanto, no ensaio com ferro, houve tendência de estabilidade com o tempo de omissão, principalmente após o aparecimento dos sintomas visuais. A indução da deficiência levou à diminuição dos teores foliares na ordem de cobre > zinco ≅ manganês > ferro. O teor de ferro na folha do milho mostrou-se ineficiente no diagnóstico do estado nutricional deste nutriente. Mesmo com reduções acentuadas nos teores de cobre, não foi verificado efeito sobre o crescimento da planta ou estresse nutricional.