Extratos de Stryphnodendron adstringens e Caesalpinia ferrea no controle de bacterioses do tomateiro
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Etiologia; Epidemiologia; Controle Doutorado em Fitopatologia UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/1061 |
Resumo: | A atividade antimicrobiana dos extratos de cascas de Stryphnodendron adstringens e de frutos de Caesalpinia ferrea foi investigada contra as bactérias Pseudomonas syringae pv. tomato, Ralstonia solanacearum e Clavibacter michiganensis subsp. michiganensis. As frações dos extratos em acetato de etila e n-butanol de C. ferrea apresentaram maior atividade contra as três bactérias estudadas. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) foi igual a 0,32 e 1,3 mg/mL contra a bactéria R. solanacearum, conferida pelas frações de C. ferrea em acetato de etila e n-butanol, respectivamente. Para a bactéria P. syringae pv. tomato, a CIM foi igual 0,65 mg/mL em ambas as frações, C. ferrea em acetato de etila e n-butanol. Já para a bactéria Gram positiva, C. michiganensis subsp. michiganensis, a CIM foi igual a 1,3 mg/mL conferida pelas mesmas frações de C. ferrea. De acordo com os resultados da bioautografia, a bactéria C. michiganensis subsp. michiganensis teve seu crescimento inibido pelas frações de C. ferrea e de S. adstringens em acetato de etila. Já a bactéria R. solanacearum foi inibida pelas frações de C. ferrea e S. adstringens em acetato de etila e pela fração de C.ferrea em n-butanol. A bactéria P. syringae pv. tomato foi inibida pelas frações das duas plantas em acetato de etila e n-butanol. Análises fitoquímicas das frações ativas revelaram a presença de saponinas e taninos, sendo a atividade conferida pelos taninos, evidenciada pela formação de halo de inibição em bioautografia. A ação das frações também foi investigada contra a murcha bacteriana e o cancro bacteriano do tomateiro, não ocorrendo redução na incidência da murcha bacteriana, mas ocorrendo o controle do cancro bacteriano do tomateiro. As plantas tratadas com as frações de C. ferrea em acetato de etila, n-butanol e aquosa apresentaram redução ou ausência dos sintomas da doença. As frações também foram avaliadas quanto a redução da severidade da pinta bacteriana do tomateiro. No primeiro experimento houve redução na severidade da doença em 96,5; 81,7 e 80,1% nos tratamentos com o acibenzolar-S-metil (ASM), fração de S. adstringens em acetato de etila e n-butanol, respectivamente. No segundo experimento, houve redução na severidade da doença em 71; 50,8 e 46,9% nas plantas tratadas com a fração de S. adstringens em acetato de etila, seguido pelo ASM e fração de C. ferrea em n-butanol. A fração de S. adstringens em acetato de etila e o ASM foram avaliados quanto a atividade de enzimas de defesa contra a pinta bacteriana. De acordo com os resultados, em determinadas épocas de avaliação, houve o aumento na atividade das enzimas peroxidase, polifenoloxidase, β-1,3-glucanase e fenilalanina amônia-liase nas plantas tratadas com o ASM e a fração S. adstringens em acetato de etila, aumentando a resposta de defesa principalmente nas plantas tratadas e inoculadas com a bactéria. |