Mecanismos de defesa comportamental e anatômico contra doenças e ectoparasitas em abelhas africanizadas (Apis mellifera)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Gonçalves, Janina Carvalho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Ciência entomológica; Tecnologia entomológica
Doutorado em Entomologia
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/863
Resumo: O presente estudo objetivou avaliar e selecionar colônias de Apis mellifera quanto à tolerância a doenças e ectoparasitas, e investigar características do proventrículo que conferem defesa contra patógenos. Colônias da microrregião de Viçosa, Minas Gerais foram analisadas quanto ao comportamento higiênico usando-se o método de perfuração e aos níveis de infestação por Varroa destructor sobre a cria e as abelhas adultas. A presença de esporos de Paenibacillus larvae subsp. larvae em amostras de mel e os sinais clínicos de doenças de cria também foram investigados. O comprimento dospêlos filiformes do proventrículo de operárias foi comparado entre castas temporais (recém-emergida, nutriz e forrageira) e entre colônias usando imagens de microscopia eletrônica de varredura. No Estado do Piauí, avaliou-se a eficiência de filtração de grãos de pólen por unidade de tempo do proventrículo de forrageiras entre colônias. Em relação ao comportamento higiênico, foi constatada correlação significativa entre os tempos de remoção da cria (24 e 48 horas) (r=0,70755; P<0,001). Aproximadamente 36% da população foi considerada higiênica (F=8,94; P<0,01). Os níveis de infestação por Varroa destructor foram 3,92±3,23% para a cria e 3,04±1,43% para as abelhas adultas. Esporos de Paenibacillus larvae subsp. larvae não foram detectados em quatorze amostras de mel compostas a partir de setenta colônias. Somente em duas colônias foram observados sinais clínicos de cria giz. Não houve correlação significativa entre o comportamento higiênico e o nível de infestação por Varroa destructor sobre a cria (r=-0,07589; P>0,05), o comportamento higiênico e o nível de infestação por Varroa destructor sobre as abelhas adultas (r=0,11133; P>0,05) e, o nível de infestação por Varroa destructor sobre a cria e as abelhas adultas (r=0,03986; P>0,05). Apenas dezenove entre setenta e sete colônias foram selecionadas considerando tanto o comportamento higiênico quanto os níveis de infestação por Varroa destructor sobre a cria e as abelhas adultas. Foi verificada diferença significativa no comprimento dos pêlos filiformes do proventrículo de operárias entre as colônias (F=6,84; P<0,0001), porém não se constatou diferença entre as castas temporais (F=0,42; P>0,05). Quanto à eficiência de filtração do proventrículo foi verificada diferença significativa entre as colônias (P<0,0001). Os resultados confirmam que o comportamento higiênico, os níveis de infestação por Varroa destructor sobre a cria e as abelhas adultas e a eficiência de filtração do proventrículo podem ser usados como caracteres desejáveis para a seleção de colônias de abelhas melíferas mais resistentes às doenças e ectoparasitas.