Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2003 |
Autor(a) principal: |
Fernandes, Elaine Aparecida |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/8970
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Resumo: |
Com a liberalização comercial brasileira, no início da década de 90, elimina-se o viés anti-importação, com reduções das barreiras tarifárias e não- tarifárias, resultando em aumento das exportações e, em especial, das importações. Entretanto, constatou-se que as exportações não cresceram ao mesmo ritmo das importações, no período considerado. Esse fato motivou a presente análise que pretende identificar alguns fatores que possam ter contribuído para o desequilíbrio da balança comercial brasileira na década de 90. O método utilizado para detectar problemas de competitividade das exportações, no presente estudo, baseia-se no procedimento encontrado em BLECKER (1996). Esse método consiste na estimação das funções de demanda de importação e de exportação para se obter as respectivas elasticidades-preço e renda. Observando-se as elasticidades-preço estimadas para as demandas de importação e de exportação, conclui-se que as magnitudes das mesmas corroboram a hipótese de que a depreciação cambial no Brasil não afeta, significativamente, o seu quantum exportado, pois, a elasticidade-preço da demanda de exportação não foi estatisticamente significativa para a maioria dos bens analisados. Entretanto, a quantidade a ser comprada do exterior, segundo a presente análise, é fortemente influenciada pelos preços relativos, significando que a taxa de câmbio é uma variável importante na explicação da quantidade importada pelo Brasil. Os resultados encontrados mostram que não existe uma relação definida entre a taxa de câmbio e o quantum exportado para as categorias analisadas. Com isso, a manutenção de um nível de taxa de câmbio capaz de preservar a rentabilidade e a competitividade do setor exportador é uma condição necessária, mas não suficiente, para a expansão das vendas externas ao longo do tempo. A variável renda (doméstica ou mundial) foi de primordial importância na determinação do montante a ser vendido e comprado pelo país. Os valores encontrados para as elasticidades-renda, sem exceções, superaram a unidade, significando que os bens analisados são superiores. Deste modo, um aumento na renda leva a um crescimento mais que proporcional na quantidade consumida dos bens. Observa-se que para todos os bens analisados (exceto combustíveis), a elasticidade-renda da demanda de importação foi maior que a elasticidade-renda da demanda de exportação. Dessa forma, o país encontra-se com seu desempenho competitivo comprometido face à manifestação da preferência dos consumidores externos devido a um aumento de renda no exterior. A superioridade do coeficiente da elasticidade-renda de importação para os grupos de bens analisados sugere que o Brasil não está conseguindo manter o seu progresso tecnológico pari passu ao verificado no resto do mundo. Conseqüentemente, a competitividade de suas exportações não depende de modo satisfatório das sucessivas depreciações da taxa de câmbio. Deve-se, entretanto, ressaltar que o período de análise foi demasiadamente longo e, isso, pode não ser mais verdadeiro para a segunda metade da década de 90. |