Estresse oxidativo em pacientes com neuropatia diabética

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Etienne, Isaac
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/26467
Resumo: A polineuropatia diabética (PD) é uma das complicações microvasculares mais comuns do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Evidências indicam que o estresse oxidativo é um dos fatores cruciais para o desenvolvimento do DM e suas complicações. O objetivo deste presente estudo foi avaliar o perfil de estresse oxidativo em pacientes com DM2 e PD, relacionando-os a fatores associados ao desenvolvimento de PD. O estudo contou com a participação de 42 voluntários, que foram distribuídos em três grupos: um grupo com pacientes com DM2 sem PD (n = 15); um grupo com DM2 e PD (n = 14); um grupo controle (n = 13). Foram avaliados os seguintes parâmetros: índice de massa corporal (IMC), hábito de vida, estresse percebido, óxido nítrico (NO), malondialdeído (MDA), capacidade antioxidante total (FRAP) e glutationa S transferase (GST). Não foram encontradas diferenças significativas entre os três grupos estudados para os marcadores NO e GST. Para FRAP, o nível foi significativamente maior no grupo controle quando comparado aos grupos DM2 e DM2 + PD. Os níveis de MDA foram significativamente menor no grupo DM2 + PD (0,30 ± 0,08), comparado aos grupos DM2 sem DP (1,06 ± 0,16) e controle (1,04 ± 0,15), p <0,0001. Os voluntários com DM2, com ou sem polineuropatia diabética, apresentam um nível reduzido de capacidade antioxidante total, em relação aos participantes do grupo controle. Esses resultados sugerem que pacientes diabéticos com ou sem polineuropatia periférica apresentam alterações no sistema de defesa antioxidante e que o MDA reduzido observado no grupo diabético com polineuropatia pode estar ligado ao efeito de medicações e à suplementação de vitaminas A e E.