Carunchos VS inseticidas: individualidade importa?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Monje, Juliana Andrea Morales
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Ciência entomológica; Tecnologia entomológica
Mestrado em Entomologia
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/3904
Resumo: O comportamento é a expressão das interações de um organismo com os estímulos ambientais. Embora os estudos do comportamento sejam feitos em nível individual, as conclusões são aplicadas para as populações. A importância do comportamento em nível individual tem sido estudada em vários grupos de animais, como primatas, mamíferos e insetos. A partir desses resultados, as diferenças individuais de comportamento consistentes no tempo e em diferentes contextos, são chamadas de "personalidade animal". Diferenças comportamentais individuais podem ser favorecidas se contribuírem em diferenças de produtividade e adaptabilidade. Os inseticidas constituem um fator de estresse ambiental para os indivíduos no ambiente natural, estes podem afetar o comportamento dos insetos estimulando ou inibindo sua atividade. Uma nova proposta para avaliar o efeito dos inseticidas em pragas é feita neste trabalho que teve como objetivo avaliar respostas comportamentais individuais em Sitophilus zeamais Motschulsky, 1855 (Coleoptera: Curculionidae), e detectar uma possível correlação destas com o tempo de sobrevivência em ambientes tratados com o inseticida deltametrina. Foram avaliados também parâmetros fisiológicos que poderiam influenciar na sobrevivência em ambientes contaminados. Por meio dos comportamentos avaliados, foi comprovada a existência da individualidade nos insetos das 15 populações brasileiras testadas. Essa individualidade comportamental influenciou diretamente nos tempos de sobrevivência dos indivíduos testados. Verificou-se também diferença de sobrevivência entre as populações, que foi atribuída a diferenças em mecanismos de resistência apresentados entre elas. São discutidas as possíveis implicações ecológicas, evolutivas e toxicológicas da personalidade animal com os tempos de sobrevivência a inseticidas.