The multiple use of feces by mound termites (Blattodea: Isoptera)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Roxinol, José Augusto Martins
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/28973
Resumo: As fezes são notoriamente um tópico desagradável para a maioria das pessoas. Entretanto, elas estão presentes no dia a dia de todos os animais e exercem funções muito além da excreção. Embora existam diversos exemplos de uso das fezes pelos animais, raros são os casos em que esses usos envol- vam as fezes de conspecı́ficos. Isso porque estas fezes podem representar um alto risco de infecção de patógenos, já que nelas, patógenos podem se desenvolver. Apresentamos neste trabalho uma revisão investigando os usos das fezes pelos animais e em especı́fico o caso dos cupins que são um dos raros grupos de animais que passam a vida em contato direto com a próprias fezes. O uso das fezes pelos cupins vale-se principalmente devido a ação dos microorganismos ali residentes, e foi se incrementando ao longo da evolução das linhagens de cupins. Tamanha relevância dessa massa fecal presente nos ninhos dos cupins, que ela é atualmente considerada a resistência estendida à doenças desses indivı́duos, como já demonstrado para Coptotermes formo- sanus por Chouvenc et al. (2013). No interior dos ninhos dessa espécie há uma massa composta por fezes e madeira triturada, onde vivem micróbios que agem no controle de patógenos dos cupins. Aqui, apresentamos também um trabalho empı́rico onde investigamos os mecanismos por trás desta resistência estendida. Verificamos se os patógenos poderiam ser impedidos de se desen- volver (i) por efeito de exclusão competitiva promovida pelos microorganismos benéficos, ou (ii) por um efeito de supressão direta oriundo de substâncias presentes na massa fecal, sejam estas substâncias liberados pelos microorganismos benéficos ou pelo metabolismo dos próprios cupins. Usamos a massa fecal de ninhos Cornitermes cumulans para avaliar seu efeito na sobrevivência desses cupins expostos à infecção de um fungo patogênico. Além disso, usamos essa massa fecal com e sem a supressão de microorganismos para investigar se eles afetam a germinação do termitopatógeno. Verificamos que a massa fecal não impede a infecção patogênica e consequente surgimento de doenças no corpo dos cupins, mas diminui a reprodução do patógeno. E esse efeito é devido nã somente aos microorganismos da massa fecal, mas também à massa fecal em si. Assim, esses resultados demonstram que a massa fecal de alguns cupins não atua aumentando a resistência a doenças diretamente nos indivı́duos, mas pode contribuir para sua saúde geral. Mais que isso, a massa fecal prejudica o desenvolvimento dos patógenos no ninho, atuando assim como uma agente profilático para a colônia, mesmo se os microorganismos benéficos nela residentes forem eliminados. Palavras-chave: Entomopatógeno. Infecção. Insetos. Microorganismos. Solo.