Plantas alimentícias não convencionais em comunidades ribeirinhas na Amazônia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Chaves, Mariane Sousa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/8252
Resumo: Plantas alimentícias não convencionais (PANC) são aquelas que possuem uma ou mais partes com importância alimentar, mesmo que atualmente em desuso pela maior parte da população. Com o objetivo de registrar o conhecimento sobre as plantas alimentícias não convencionais em comunidades tradicionais no baixo Tapajós foi realizado por meio da observação participante e de entrevistas semiestruturadas um levantamento etnobotânico com 47 famílias, distribuídas em três comunidades da Reserva Extrativista Tapajós- Arapiuns. Foram identificadas 80 espécies, pertencentes a 64 gêneros e 33 famílias botânicas. A maioria das espécies são árvores frutíferas nativas da Amazônia. Os produtos são, oriundos de florestas de terra-firme, capoeiras, fragmentos florestais, quintais, roças e florestas de igapó, consumidos in natura ou preparados de formas variadas e disponíveis para o consumo, principalmente de fevereiro a agosto, durante a estação chuvosa. O índice de importância relativa da bacaba (Oenocarpus bacaba) foi 100%, citada por todos os informantes. Os dados obtidos indicaram que a população desta região, possui uma forte relação com as PANC e detêm de um conhecimento importante para a sobrevivência e conservação da biodiversidade.