O papel do estabelecimento agrícola e das características pessoais e familiares na alocação de trabalho no meio rural brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Andrade, Vivianne Delfino de Albuquerque
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/9004
Resumo: Nesse trabalho pressupõe-se que nos estabelecimentos agrícolas, características pessoais, familiares, juntamente com o ritmo de modernização e a evolução da importância da mão-de-obra familiar influenciam na decisão de participação no mercado de trabalho, fora da propriedade. Os objetivos desse estudo são verificar as alterações na população rural, no setor agropecuário assim como analisar os fatores que influenciam na alocação do tempo de trabalho da unidade familiar rural, e a renda familiar. Foram selecionados para compor a amostra, estados com diferentes ritmos de modernização e de importância da mão-de-obra familiar. Os estados da Bahia e Rio Grande do Norte apresentaram baixo ritmo de modernização, Espírito Santo e Mato Grosso apresentaram ritmo moderado e Paraná e Santa Catarina ritmo intenso. Os estados Rio Grande do Norte e Bahia que apresentaram os menores rendimentos médios e percentuais de população alfabetizada no meio rural, além da predominância de propriedades menores de 10 hectares. O Espírito Santo apresentou crescimento das pequenas propriedades, enquanto os demais estados apresentaram substanciais reduções. O Paraná se destacou pela redução na população rural, sendo o único a apresentar variação anual negativa. A horticultura e floricultura, e agropecuária foram as atividades que apresentaram maior crescimento, enquanto a agricultura e pecuária eram reduzidas no período de 1985/1995. Através do modelo de seletividade amostral foram estimadas por método LOGIT a função de participação no mercado de trabalho considerando aspectos pessoais, familiares e do estabelecimento, em um segundo estágio, a renda da amostra censurada. Os resultados demonstram que educação não é uma variável explicativa da decisão de trabalhar fora, assim como outras rendas. A relação entre idade e a alocação de trabalho fora da propriedade foi contrária ao esperado. A presença de filhos menores de 14 anos aumenta a probabilidade de trabalhar fora da propriedade. Quanto mais lento o ritmo de modernização dos estados maior era o incremento na probabilidade de trabalhar fora da propriedade rural. O modelo apresentou alto poder de previsibilidade, 85,1%. Além disso, apresentou alta especificidade (99,2%) e baixa sensibilidade (28,1%) indicando que embora haja o fenômeno no meio rural, esse não é predominante. Na estimação da renda, verificou-se que as características dos estados com ritmo de modernização lento têm maior impacto sobre a renda. As variáveis que também explicam as diferenças na renda fora da propriedade foram raça, idade e escolaridade. As variáveis idade e escolaridade apresentaram uma relação positiva enquanto raça, e as variáveis que descrevem as características das unidades da Federação apresentaram relação inversa. A elasticidade das variáveis referentes aos estados com ritmo menor de modernização apresentaram maior impacto na renda. O modelo também constatou a presença de viés de seletividade amostral, dado que a variável introduzida para verificar essa situação apresentou-se estatisticamente significante.