Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Moreira, Luciano de Melo |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/8079
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Resumo: |
Avaliou-se uma pastagem de Brachiaria decumbens cv. Basilisk (capim- braquiária) em lotação contínua e na mesma intensidade de pastejo. O experimento foi realizado em dois anos agrícolas consecutivos (dezembro a abril de 2001/2002 e de 2002/2003), e os tratamentos consistiram de quatro doses de nitrogênio (N) (75, 150, 225 e 300 kg/ha.ano), parceladas em três vezes com 1/3 das doses, em três meses de avaliação no primeiro ano (fevereiro, março e abril) e em cinco meses no segundo ano (dezembro, janeiro, fevereiro, março e abril). O delineamento foi em blocos casualizados com duas repetições (piquetes). Também, realizaram-se análises econômica e de sensibilidade para avaliar a viabilidade da adubação nitrogenada no sistema de produção em pastagem. No primeiro ano, a demografia de perfilhos vivos não foi alterada pelos meses de avaliação, porém, no segundo, houve influência e superioridade das médias nos meses de março e abril. A população de perfilhos mortos, por sua vez, foi mais elevada em abril, nos dois anos do experimento. A adubação nitrogenada promoveu resposta linear positiva à demografia de perfilhos vivos, registrando-se médias de 1.496 e 2.199 e de 1.545 e 3.145 perfilhos/m2, nas doses de 75 e 300 kg/ha, nos dois anos, respectivamente. Maiores proporções de lâminas foliares foram constatadas em março do primeiro ano e dezembro e janeiro do segundo. Entretanto, não houve diferenças marcantes em proporções de colmos na pastagem em função dos meses de avaliação, nos dois anos. De maneira geral, as doses de N não influenciaram as proporções de lâminas foliares e a RLC, mas as proporções de colmos aumentaram e as de material morto diminuíram linearmente na pastagem, no segundo ano. O IAF do pasto foi superior em março e abril no primeiro ano e em fevereiro e março no segundo. Também houve resposta do IAF em função de N, variando de 2,74 e 4,28 e de 2,76 e 4,39, nas doses de 75 e 300 kg/ha, nos dois anos, respectivamente. A TAcMS sofreu pouca influência dos meses de avaliação, registrando-se médias inferiores apenas no mês de abril, no primeiro e no segundo ano. Porém, com relação à influência da adubação nitrogenada, respostas lineares positivas foram constatadas, registrando-se TAcMS de 51,6 e 116,9 e de 120,7 e 153,1 kg/ha.dia, nas doses de 75 e 300 kg/ha, nos dois anos, respectivamente. Quanto à composição química do capim-braquiária, os teores de PB no mês de fevereiro foram superiores aos dos demais meses, nos dois anos. Também, houve respostas lineares positivas nos teores de PB em função de N em todos os meses, nos dois anos. Os teores de FDN, FDA e lignina foram alterados pelos meses de avaliação nos dois anos. Em contrapartida, não houve influência do N nesses constituintes da parede celular, nos dois anos. De maneira semelhante, os coeficientes de DIVMS foram pouco alterados em função dos meses de avaliação, mas, quando houve resposta, o mês de abril, nos dois anos, apresentou médias mais baixas que os outros meses. Em relação à adubação nitrogenada, não houve respostas, registrando-se média geral de 54,6% nos coeficientes de DIVMS do capim-braquiária. Nos dois anos, as DMST e DMSV aumentaram de forma linear em função de N, estimando-se valores de DMST variando de 6.782,1 e 8.456,1 kg/ha e de 7.655,5 e 9.761,5 kg/ha, no primeiro e no segundo ano, respectivamente, nas doses de 75 e 300 kg/ha. A adubação nitrogenada aumentou linearmente o consumo potencial de lâminas foliares, que compuseram proporções variando de 62,6 e 73,7% e de 42,4 e 55,4% da dieta total, nas doses de 75 e 300 kg/ha, nos dois anos. Entretanto, não houve influência das doses de N no consumo potencial de colmos pelos animais, registrando-se médias de 21 e 29% do componente presente na dieta, nos dois anos. Houve aumentos nos teores de proteína bruta (PB) da forragem potencialmente consumível em função de N, estimando-se valores de 9,9 e 14,5% e de 9,6 e 13,6%, nas doses de 75 e 300 kg/ha. Porém, não houve influência das doses de N nos teores de FDN da forragem potencialmente consumível, com médias de 72,9 e 76,3%, nos dois anos. Apenas no primeiro ano o coeficiente de digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) da forragem potencialmente consumível foi alterado pela adubação, estimando-se valor mínimo de 73,1% com a dose de 153,9 kg/ha de N. De forma geral, observou-se que a composição química da forragem potencialmente consumível foi pouco alterada em função de N, o que leva, portanto, à conclusão de que a qualidade da dieta depende diretamente da seletividade de pastejo que o animal consegue imprimir e, em menor grau, do nível de N aplicado, quando se mantém a mesma pressão de pastejo nos diferentes tratamentos. A adubação nitrogenada aumentou a capacidade de suporte (CS) da pastagem, estimando-se valores de 3,6 e 5,3 UA/ha e de 3,7 e 5,2 UA/ha, nas doses de 75 e 300 kg/ha, respectivamente, nos dois anos. Entretanto, não ocorreu influência das doses de N no ganho de peso individual dos novilhos (GMD). Entretanto, o ganho de peso do animal vivo (GPV) por área (GANHO/ha) aumentou linearmente com as doses de N, estimando-se valores de 404,2 e 737,9 kg/ha e de 619,7 e 1.008,4 kg/ha, respectivamente nas doses de 75 e 300 kg/ha, nos dois anos. Quanto às eficiências de respostas, os valores foram de 1,5 e 1,7 kg.ha de GPV/kg.ha de N, estimados no primeiro e segundo anos, respectivamente. O lucro (LU) por área (180 dias) teve comportamento quadrático no primeiro e no segundo ano, estimando-se valores máximos de R$ 300,0/ha e R$ 468,4/ha, respectivamente, nas doses estimadas de 204,5 e de 269,3 kg/ha de N aplicadas. A dose de máxima eficiência econômica (DMEE) apresentou comportamento linear negativo com o aumento do preço do kg de N (PN), no primeiro e no segundo ano, estimando-se valores de 252,8 e 148,9 kg/ha e de 401,2 e 112,6 kg/ha de N, respectivamente, nos PN de 0,6 e 1,6 equivalente kg de boi gordo. Para viabilizar a adubação nitrogenada nos sistemas de produção idealizados, os níveis críticos de eficiência da adubação (NCEA), no primeiro e segundo anos, respectivamente, deverão ser de 1,26 e de 1,22 kg.ha de boi gordo produzido/kg.ha de N aplicado, considerando-se custos de R$ 2,27 e de R$ 2,19 para cada kg de N aplicado, respectivamente, e com o preço do kg de boi gordo em R$ 1,797 (R$ 53,90/@). |