Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Ortiz Bedoya, Sirley Adriana |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://locus.ufv.br//handle/123456789/27407
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Resumo: |
Cães são susceptíveis à tumores melanocíticos e a sobrevida de cães com melanoma geralmente é pequena devido ao prognóstico desfavorável. Pesquisas que auxiliem no discernimento do comportamento biológico e fatores prognósticos desta neoplasia na espécie canina permitirão estabelecer um diagnóstico e prognóstico mais precisos. Neste trabalho foram realizados dois experimentos. O primeiro teve como objetivo a caracterização histopatológica e morfométrica de neoplasias melanocíticas cutâneas espontâneas em caninos. O segundo objetivou o sequenciamento do gene tp53 em 25 neoplasias melanocíticas. Em ambos experimentos, os casos foram resgatados do arquivo de biopsias do laboratório de histopatologia da Universidade Federal de Viçosa e do laboratório PROVET. No experimento I, de cada caso, registrou-se raça, sexo, idade, tamanho e localização das lesões. Os casos foram avaliados por dois patologistas em lâminas histológicas coradas com hematoxilina e eosina e/ou despigmentadas para comprobação do diagnóstico e caracterização histopatológica: pigmentação, presença ou ausência do infiltrado pagetoide, atividade juncional e ulceração. O índice mitótico foi determinado e registrado para cada tumor. Determinou-se a proporção celular e tipo celular, infiltrado linfocitário, vasos sanguíneos e necrose. O pleomorfismo nuclear foi avaliado em uma escala de 1 a 3, por 3 patologistas distintos, os quais não compartilharam entre si seus diagnósticos e as interpretações, sendo os casos classificados mediante uma concordância dos três diagnósticos. A área e diâmetros dos núcleos de células epitelioides, fusiformes e eritrócitos foram mesurados. No experimento II, 25 neoplasias melanocíticas cutâneas caninas, fixadas em formol tamponado e embebidos em parafina, foram utilizadas para detecção de mutações do gene tp53 nos exons 5 ao 8. No experimento I, os melanomas apresentam maior tamanho quando comparados aos melanocitomas. Microscopicamente, os melanocitomas foram mais pigmentados quando comparados aos melanomas. A presença de infiltrado pagetoide esteve ausente na maioria tumores melanocíticos estudados e a atividade juncional foi observada nos melanomas e melanocitomas com frequências similares. A ulceração esteve ausente na maioria dos melanocitomas mas foi frequente nos melanomas. A maioria das lesões melanocíticas apresentaram 3 subtipos celulares: redondas, epitelioides e fusiformes. Com relação à atipia/pleomorfismo, os melanocitomas apresentaram grau discreto, enquanto os melanomas mostraram graus variando de discreto a intenso, com aumento gradual do índice mitótico à medida que o pleomorfismo aumento. Além disso, houve diferença significativa para o tamanho nuclear entre os graus de atipia/pleomorfismo dos tumores estudados. O infiltrado linfocitário foi observado com maior intensidade nos melanomas, principalmente nos melanomas classificados no grau 2. A proporção de necrose não diferiu entre melanocitomas e melanomas, porém quando considerado o grau de atipia/pleomorfismo os melanomas de grau 3 apresentaram maior porcentagem. No experimento II, todas as neoplasias melanocíticas apresentaram inserção de três bases (TAC) no éxon 5, e mutações em íntrons. Em conclusão, a avaliação da atipia/pleomorfismo em células epitelioides é um procedimento eficiente, visto que estas células representam uma grande proporção nos tumores melanocíticos e são mais fácies de avaliar que os núcleos das células fusiformes. A escala de atipia/pleomorfismo é uma ferramenta útil que pode ser facilmente aplicada na rotina de diagnóstico de tumores melanocíticos e contribuiria na avalição unificada entre patologistas, Entretanto, são necessários mais estudos para se avaliar a aplicação desta ferramenta com o prognóstico clínico. As mutações encontradas nas regiões avaliadas do gene tp53 aparentemente não foram relevantes para definir o diagnóstico nos tumores melanocíticos deste estudo. |