Urbanismo Tático aplicado às Zonas 30, ciclofaixas temporárias e Ecozona em Belo Horizonte, Minas Gerais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: França, Tiffany Nicoli Faria Latalisa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/29509
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2022.367
Resumo: Urbanismo Tático aplicado às Zonas 30, ciclofaixas temporárias e Ecozona em Belo Horizonte, Minas Gerais. Orientadora: Teresa Cristina de Almeida Faria. A inserção do Urbanismo Tático como ferramenta formal no planejamento urbano tem sido capaz de estimular novas possibilidades de diálogo e de criar estratégias de ação imediata para os lugares. Os potenciais colaborativo e de parceria entre vários atores sociais têm estimulado a esfera pública e as trocas sociais, colocando como prioridade os modais ativos de deslocamento e contribuído para a retomada do lugar de destaque para a dimensão humana na construção da cidade. Em Belo Horizonte, a participação popular por meio da implementação de recursos de acalmamento de trânsito que usaram o Urbanismo Tático como viabilizador construtivo, tem transformado o desenho urbano a partir de ações rápidas, de baixo custo e de fácil execução, que demonstram oportunidades de mudanças duradouras e em larga escala. Acreditamos que o uso de Urbanismo Tático aliado à política urbana permita observar resultados a longo prazo, mantendo maior proximidade entre o cidadão e as iniciativas públicas de redesenho urbano com ações escaláveis e contínuas, em especial sob os aspectos da mobilidade urbana ativa e do engajamento civil. Logo, sob o viés do Urbanismo Tático, o objetivo desse trabalho é colocar em discussão se houve ganhos na reativação do espaço público para o pedestre e para o ciclista e se essas intervenções temporárias possibilitaram maior integração entre iniciativas locais de apropriação e o planejamento urbano neoliberal, considerando as atuais demandas do espaço público para a condição de pandemia. Nesse caso, tomamos como referência, o processo de incorporação de ações táticas e temporárias de ciclofaixas, Ecozona e Zonas 30 em ações permanentes, contínuas e escaláveis implementados na cidade de Belo Horizonte. Estudamos o caminho pelo qual essas iniciativas foram instituídas como projetos urbanos pontuais, a eficiência da interação entre autoridades públicas e sociedade civil, a potencialidade de transformação por meio do redesenho urbano a partir de ações de urbanismo tático e como a experiência adquirida nessas ações possibilitou reincorporar a escala humana no processo de construção de espaços da coletividade. O estudo foi feito a partir de revisão bibliográfica coerente com assuntos centrais ao estudo, levantamentodocumental, análise da legislação municipal relacionada à regulamentação da mobilidade urbana em Belo Horizonte e coleta de dados através de pesquisa em campo, observação direta, registro fotográfico, entrevistas semiestruturadas e também pesquisa como participante em um dos estudos de caso. Ao final, conclui-se que o Urbanismo Tático pode ser uma abordagem experimental e transformadora nos processos de gestão da cidade contanto que garanta uma continuidade sadia para as intervenções. Além disso, também identificamos problemas na manutenção das fases temporárias, dificuldade em aperfeiçoar processos participativos de forma a incluí-los desde o nascimento das ações e limitações em avançar para além das fases efêmeras nos casos estudados. Palavras-chave: Urbanismo Tático. Intervenções temporárias. Zona 30. Moderação de tráfego. Mobilidade ativa.