A influência de diferentes espécies arbóreas no microclima urbano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Carvalho, Laíssa Ferreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Ciência Florestal
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/29740
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2021.263
Resumo: O processo de urbanização e as mudanças microclimáticas vem causando muitas alterações no microclima das cidades, como na temperatura do ar, umidade relativa e precipitações. Por isso, uma medida importante na ajuda da mitigação desses fatores é a floresta urbana, que ajuda as cidades a se tornarem mais sustentáveis e resilientes, configurando o que se denomina atualmente como solução baseada na natureza (SbN). O objetivo deste estudo foi analisar a influência de diferentes espécies arbóreas no microclima da cidade de Viçosa-MG, para identificar quais espécies utilizadas na arborização promovem maior benefício microclimático. Além de avaliar se há alteração no benefício em diferentes períodos do dia e do ano, analisar o raio de influência de cada espécie e determinar quais características arbóreas influenciam de forma mais expressiva na melhoria do microclima. A metodologia consistiu na escolha de 33 indivíduos arbóreos, de 11 espécies comumente utilizadas na arborização urbana. As coletas de dados foram realizadas seguindo a metodologia do transecto móvel, onde um conjunto de aparelhos permaneceu embaixo da copa da árvore o outro conjunto foi utilizado por um pesquisador que caminhava a distâncias de 0, 5, 10, 15, 20 e 25 m (considerado como o ambiente “céu aberto”), medindo simultaneamente as variáveis temperatura do ar, umidade relativa do ar e velocidade do vento. Esse procedimento foi feito em três diferentes horários do dia (às 9, 15 e 19h), e em três diferentes períodos do ano (I – temperaturas mais baixas e sem precipitação, II – temperaturas mais elevadas e sem precipitação, III – temperaturas mais altas e com precipitação). Os resultados mostraram que o ambiente embaixo da copa das árvores era diferente do ambiente a céu aberto. Observou-se que as árvores, de forma geral, diminuem a temperatura em 2,37 °C e aumentam a umidade relativa em 4,85 unidades, sendo que cada espécie apresenta um valor diferente. Notou-se também, que às 19h foi quando houve uma menor diferença entre os ambientes, e embora tenha diferença estatística entre às 9 e 15h, a análise realizada por espécie não indicou essa evidência. Para os diferentes períodos do ano, a redução da temperatura e aumento da umidade relativa foi observada em todos os períodos, sendo mais evidente do período I (temperaturas mais baixas e sem precipitação). As espécies que promoveram melhoria microclimática mais expressiva foram Filicium decipiens e Handroanthus serratifolius. O raio de influência dos indivíduos arbóreos, de modo geral, foi de 25 m (última distância estudada) para a temperatura e de 5 m para a umidade relativa, com variações de acordo com as espécies. As variáveis microclimáticas e dendrométricas obtiveram baixas correlações umas com as outras, mostrando que a melhoria microclimática não depende apenas de uma variável isolada. Foi possível observar com este estudo a importância da floresta urbana na melhoria do microclima, promovendo qualidade de vida para a população, mesmo sendo uma árvore isolada. Este tipo de pesquisa é importante na compreensão da importância do uso das espécies mais adequadas para cada tipo de situação, buscando a otimização dos serviços ecossistêmicos desse patrimônio natural. Palavras-chave: Arborização urbana. SbN. Benefício microclimático. Temperatura. Umidade relativa. Vento.