Avaliação neurológica e histológica de lesão compressiva da medula espinhal de ratos wistar, tratados com células-tronco mesenquimais
Ano de defesa: | 2011 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Biotecnologia, diagnóstico e controle de doenças; Epidemiologia e controle de qualidade de prod. de Mestrado em Medicina Veterinária UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/5059 |
Resumo: | O tratamento efetivo para pacientes com lesão medular é motivo de diversas pesquisas. Após a obtenção de resultados satisfatórios em vários modelos experimentais, a terapia celular é considerada uma opção promissora para lesões do sistema nervoso central, sobretudo com a utilização de células-tronco. O presente trabalho avaliou o uso de células-tronco mesenquimais (CTM) indiferenciadas em diferentes intervalos de aplicação endovenosa após lesão medular compressiva e realizou estudo comparativo com succinato sódico de metilprednisolona (SSMP) e nenhum tratamento. As CTM foram obtidas da medula óssea de ratos Wistar, cultivadas, caracterizadas e transplantadas na sexta passagem para animais com lesão medular. A lesão medular foi realizada com a introdução do cateter de Fogarty n.º 2 Fr. no espaço epidural T8 e insuflação do cuff com 50μL de salina por cinco minutos, após laminectomia das vértebras T9 e T10. Os animais foram distribuídos aleatoriamente em cinco grupos experimentais com 10 animais em cada e, submetidos a tratamentos distintos: grupo controle (GC), que recebeu aplicação de PBS; grupo metilprednisolona (GM), que recebeu 30mg/Kg de SSMP três horas após a lesão; grupo 3 horas (GCT), que recebeu administração das CTM três horas após a indução da lesão; grupo 3 dias (G3D), que recebeu as CTM após três dias da lesão; grupo 7 dias (G7D), que recebeu as CTM após sete dias da lesão medular. Foi realizada avaliação motora com a escala de Basso-Beattie-Bresnehan (BBB), semanalmente, até o 35º dia após a lesão. Em seguida, foi realizada avaliação histológica da área de lesão e percentual de área preservada nos fragmentos craniais e caudais à área de lesão macroscópica e no fragmento contendo a lesão macroscópica. Os três grupos tratados com as CTM apresentaram melhores índices de recuperação da função motora na escala de BBB, estatisticamente diferentes dos grupos GC e GM. Não foi observada diferença estatística entre os grupos GC e GM quanto à recuperação motora, através dos índices da escala de BBB. Na avaliação histológica, os grupos tratados com as CTM exibiram menor área de lesão e maior percentual de tecido nervoso preservado que os outros grupos. Não foi observada diferenças entre os grupos GM e GC na análise histológica. Constatou-se que a terapia celular com CTM derivadas da medula óssea de ratos Wistar contribui positivamente na melhora clínica e na preservação do tecido nervoso após lesão medular compressiva. |