Resgate de DNA e indução de florescimento precoce de árvores nativas da região de Brumadinho e Nova Lima, MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Caiafa, Karine Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Ciência Florestal
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/30132
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2022.542
Resumo: A enxertia pode ser uma boa alternativa para o resgate de árvores de interesse econômico ou ecológico. Esta técnica, quando associada à aplicação de paclobutrazol (PBZ) pode antecipar o florescimento das plantas, garantindo a sua propagação. Os objetivos deste trabalho foram: (1) resgatar, por enxertia, árvores nativas com risco de morte e avaliar o desenvolvimento dessas plantas no campo (com ou sem aplicação de PBZ e em condições de sol ou sombra); (2) verificar a eficiência da enxertia de Euplassa semicostata Plana em porta-enxertos de diferentes espécies arbóreas e complementarmente observar as possíveis diferenças anatômicas entre elas; e (3) verificar a eficiência da aplicação de paclobutrazol na indução do florescimento precoce e realizar a caracterização de doenças em E. semicostata em condições de campo. Seguimentos caulinares de matrizes de Dalbergia nigra, Handroanthus serratifolius, Cariniana estrellensis e Euplassa semicostata foram coletados e enxertados por garfagem em fenda em mudas seminais. As três primeiras espécies foram lencontradas em Brumadinho/MG e a última em um fragmento florestal de Nova Lima/MG. Propágulos de E. semicostata foram enxertados em cinco diferentes espécies. Noventa dias após a realização das enxertias, foram avaliadas a sobrevivência, o número de brotações e o crescimento. Mudas enxertadas de D. nigra e H. serratifolius foram plantadas no local de origem em dois diferentes experimentos. No primeiro, o delineamento foi em blocos casualizados, em esquema fatorial (2x2), com duas espécies e aplicação de PBZ ou não. No segundo as espécies não foram consideradas tratamentos. Neste, os tratamentos foram apenas as condições ambientais (pleno sol e sombra) às quais cada uma das espécies foi exposta. O florescimento dos enxertos foi avaliado por um ano, com visitas a cada 15 dias. O crescimento, número de brotações e a sobrevivência foram mensurados aos oito meses após o plantio das mudas. Para a indução de florescimento de E. semicostata no campo, foram aplicados 20 mL de PBZ em cinco matrizes, diretamente no solo, em um raio de dois metros ao redor do tronco. Duas árvores foram utilizadas como testemunhas. A floração e frutificação desta espécie no campo foi monitorada com visitas periódicas. Para a caracterização de doenças de E. semicostata, amostras foliares foram enviadas para Laboratório de Patologia Florestal/Bioagro da Universidade Federal de Viçosa, para diagnose. Foi possível resgatar, por enxertia, todas as matrizes de D. nigra, H. serratifolius e C. estrellensis. H. serratifolius floresceu durante o período de avaliação dos enxertos no campo. O PBZ e o plantio em pleno sol favoreceram o florescimento desta espécie. Nenhum enxerto de E. semicostata sobreviveu aos 90 dias após a enxertia. Todas as plantas desta espécie, que receberam aplicação de PBZ no campo, floresceram e posteriormente três frutificaram. As árvores testemunhas não apresentaram flores. Com as sementes foi possível produzir mudas para restabelecimento da população desta espécie no campo. Foram encontrados os seguintes patógenos nas folhas de E. semicostata: Diaporthe sp. e Mycosphaerella gregaria. Palavras-chave: Enxertia por garfagem em fenda. Paclobutrazol. Propagação vegetativa.