À outra margem do eu: linguagem, subjetividade e gênero em Estranhos estrangeiros (1996), de Caio Fernando Abreu
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Estudos Linguisticos e Estudos Literários Mestrado em Letras UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/4871 |
Resumo: | O presente trabalho visa perseguir a trajetória do sujeito na coletânea de Caio Fernando Abreu intitulada Estranhos estrangeiros (1996). Nesta, a qual focaliza seres errantes em um contexto de desterritorialização, a transitoriedade passa a ser a tônica, na oposição no que antes se pautava em fixidez para os mesmos, isto é, o referencial espacial, o código tanto de comportamento quanto o da linguagem. Desta feita, acreditamos que o texto desenhe um movimento de involução e evolução ao longo da caracterização das personagens que ao se auto-reconhecerem como tais, veem se instaurar um processo de adiamento incessante da sua subjetividade. O autor antecipa questões como o avassalamento dos bens de consumo na mídia e a imputação de valores vis-à-vis a destituição da autonomia do indivíduo. Estudos relacionados à sexualidade, como os de Michel Foucault, e do descentramento da subjetividade como os de Chris Weedom e Judith Butler, e da estética queer como Eve Kosofsky Sedgwick, Nick Sullivan e Guacira Lopes Louro, além de outras que repensam a pós-modernidade como Guy Debord constituem o arcabouço teórico desta pesquisa e a relação dos dêiticos de Émile Benveniste. |