Contribuição da etnopedologia no planejamento da ocupação e uso do solo em assentamentos rurais
Ano de defesa: | 2009 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Fertilidade do solo e nutrição de plantas; Gênese, Morfologia e Classificação, Mineralogia, Química, Doutorado em Solos e Nutrição de Plantas UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/1601 |
Resumo: | Buscando-se com este estudo problematizar impasses colocados ao planejamento sócio-espacial e suas interfaces com a Etnopedologia, Percepção Ambiental e Estratificação de Ambientes. Neste trabalho partiu-se da premissa que o planejamento sócio-espacial em assentamentos rurais envolve além dos fatores edafoclimáticos e técnicos normativos, o universo da percepção ambiental e os diferenciados conhecimentos, ainda que descontextualizados, que essas famílias detêm dos ambientes locais. Deste modo, o objetivo desta pesquisa foi integrar aspectos conceituais que se fazem necessárias à implantação de assentamentos e apontar possibilidades operacionais para a realização de projetos mais sustentáveis de organização sócio-espacial. No Capítulo I aborda-se o contexto histórico, social e técnico normativo envolvido no processo de implantação de assentamentos. No Capítulo II é apresentada uma discussão conceitual sobre a Etnopedologia aplicada ao planejamento sócio-espacial e a estruturação de agroecossistemas em assentamentos. Essa fundamentação visa articular estratégias de intervenção que tem em vista aprendizagens necessárias para uma convivência menos predatória das famílias com os “novos ambientes”. No Capítulo III, os registro e síntese do planejamento sócio-espacial do assentamento Olga Benário, evidenciam a importância do papel da mediação sócio-técnica na construção do conhecimento local quando despontam as dimensões percepção, tempo e espaço como condicionantes das opções de configuração espacial projetadas pelas famílias. No Capítulo IV, ao partir da caracterização e análise ambiental de um caso, o assentamento Olga Benário, constata-se que o método “Estratificação Ambiental dos Agroecossitemas” é compatível com a abordagem etnopedológica. Nas Considerações Finais do trabalho, são apontadas perspectivas operacionais, teoricamente fundamentadas na Etnopedologia, na estratificação ambiental e na intervenção social participativa. Essa fundamentação é uma proposta teórico-metodológica de “Análise Ambiental Socialmente Contextualizada”, mesmo que ainda se admita existir entre os assentados um conhecimento “ambientalmente descontextualizado”. |