Filogeografia e citogenética do gênero Kerodon (CUIVER, 1825) (RODENTIA: CAVIIDAE)
Ano de defesa: | 2014 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Biologia e Manejo animal Mestrado em Biologia Animal UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/2288 |
Resumo: | Entre os mamíferos dos biomas brasileiros, os roedores do gênero Kerodon (Wied 1820), ou mocó, são um dos táxons mais especializados. Uma de suas espécies, o Kerodon rupestris, um dos poucos mamíferos endêmicos do semiárido brasileiro, a caatinga, possui sua distribuição fragmentada devido à descontinuidade dos afloramentos rochosos onde eles vivem, e isso favorece uma variação intraespecífica entre suas populações. A outra espécie do gênero, K. acrobata, vive em uma pequena área do cerrado, entre os estados de Tocantins e Goiás. O objetivo deste trabalho foi a caracterização citogenética de uma fêmea de Kerodon acrobata e molecular das duas espécies de Kerodon. Foi caracterizado o cariótipo de uma fêmea de K. acrobata, utilizando coloração Giemsa, bandeamento NOR, bandeamento de heterocromatina e fluorescência com DAPI. O espécime mostrou o mesmo número diploide, número fundamental e morfologia cromossômica que Kerodon rupestris. Porém, as localizações de NOR e de heterocromatina indicaram padrões diferentes em relação a outros roedores, enfatizando a singularidade dessa espécie. O DNA foi extraído de tecido hepático das duas espécies e amplificações foram feitas para o gene nuclear Adh1-I2. Após sequenciamento, alinhamentos foram realizados com o ClustalW. A filogenia foi inferida usando os métodos Máxima Parcimônia e Máxima Verossimilhança usando o PAUP e Análise Bayesiana, com o MrBayes. Uma rede de haplótipo foi realizada com os programas DnaSP e Network. O gene nuclear mostrou dois grupos bem estruturados: o primeiro formado por K acrobata sem resolução interna, e o segundo que incluiu as populações de K rupestris e três sequências do chamado híbrido . Os dados obtidos sugerem alta diferenciação citogenética e molecular entre K rupestris e K acrobata, indicando diferentes idades entre elas. O chamado híbrido pode representar uma população altamente divergente dentro de K rupestris, como resultado dentro da dinâmica de expansão e retração pleistocênica da caatinga. |