Uso de antibiótico, de probiótico e de homeopatia para frangos de corte criados em diferentes ambientes térmicos, inoculados ou não com Escherichia coli

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Boratto, Adriano José
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/11061
Resumo: Dois experimentos foram conduzidos em câmara climática para avaliar o efeito do uso de antibiótico, de probiótico e de homeopatia sobre o desempenho produtivo de frangos de corte submetidos a diferentes situações de desafio; em ambientes de conforto e estresse, inoculados ou não com Escherichia coli. Em cada experimento foram utilizados 672 frangos machos distribuídos em delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial, com oito tratamentos (quatro aditivos x com ou sem inoculação) e seis repetições, com 14, 12 e 7 aves por unidade experimental, respectivamente, de acordo com os períodos 1 a 11, 12 a 21 e 22 a 42 dias de idade. Os tratamentos foram constituídos de: controle negativo (sem aditivo), antibiótico (virginiamicina + nitrovin), probiótico (meio de cultura de Lactobacilus acidophillus, Enterococcus faecium e Saccharomices cerevisiae) e homeopatia (nosódio de Escherichia coli). No primeiro experimento, as aves foram criadas em conforto térmico durante o período experimental de 1 a 42 dias. Observou-se que, no período de 1 a 11 dias, as aves que receberam probiótico apresentaram maior ganho de peso (GP) que as aves controle. No período de 1 a 21 dias, houve maior consumo de ração (CR) dos animais alimentados com probiótico, sendo que as aves tratadas com antibiótico apresentaram a melhor conversão alimentar. A inoculação da Escherichia coli reduziu a conversão alimentar (CA) das aves em 9 e 2%, respectivamente, para os períodos de 1 a 11 e 1 a 21 dias; a bactéria aumentou o peso relativo do coração, do fígado e dos intestinos e também diminuiu a relação vilo/cripta. No segundo experimento, as aves foram acondicionadas a 26oC no período inicial de 1 a 21 dias, e no conforto (25oC), no período de 22 a 42 dias. Observou-se que o probiótico aumentou o CR de 1 a 11 dias, sendo que nos períodos subseqüentes o desempenho das aves não foi influenciado por nenhum dos tratamentos. A inoculação da Escherichia coli diminuiu o GP e piorou a CA no período de 1 a 11 dias. Aos 11 dias, as aves que receberam homeopatia apresentaram maiores pesos absoluto e relativo de fígado, e aos 11, 21 e 42 dias, as aves tratadas com antibiótico tiveram o menor peso relativo de intestinos. A E.coli aumentou o peso relativo dos órgãos, principalmente o peso do fígado, e diminuiu a altura do vilo e aumentou a profundidade de cripta, reduzindo a relação vilo/cripta. As inoculações realizadas nos dois experimentos pioraram o desempenho das aves, mas não foram suficientemente intensas para provocar uma resposta mais efetiva dos tratamentos, sendo que os tratamentos antibiótico e probiótico melhoram o desempenho das aves apenas no período de 1 a 21 dias de idade.