Diferenciais de rendimento por gênero no mercado de trabalho brasileiro: uma análise por grupamentos ocupacionais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Anastácio, Sinara da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/31550
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2022.650
Resumo: A literatura que trata do diferencial de rendimentos por gênero possui argumentos variados, sendo mais comuns aqueles que associam o hiato salarial às características produtivas dos trabalhadores e das suas ocupações, tais como a flexibilidade do trabalho, os níveis salariais e de escolaridade, e até mesmo à discriminação. Para investigar se a desigualdade salarial entre homens e mulheres é menor entre os indivíduos alocados em grupos ocupacionais idênticos, o presente trabalho buscou analisar, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o diferencial de rendimentos entre homens e mulheres no ano de 2019 para os grande grupamento ocupacionais de Diretores e gerentes, Profissionais das ciências e intelectuais, Trabalhadores dos serviços, vendedores dos comércios e mercados e Ocupações elementares. Primeiramente, para identificar os determinantes dos rendimentos dos indivíduos, foram utilizadas as equações mincerianas de rendimento com correção de viés de seleção amostral; em seguida, para calcular o diferencial de rendimento entre homens e mulheres para diferentes grupamentos ocupacionais do mercado de trabalho brasileiro, foi utilizada a decomposição de Oaxaca-Blinder. Em relação às equações de rendimento, a maioria dos coeficientes manifestaram sinais conforme o esperado, tendo variado de intensidade entre os modelos. Quanto às decomposições de Oaxaca-Blinder, a maior parte delas teve significância estatística para a variável que define o diferencial salarial por gênero. Ocupações elementares foi o grupamento com maior diferença relativa entre os salários de homens e mulheres, enquanto a menor diferença foi observada para Trabalhadores dos serviços, vendedores dos comércios e mercados. Três grupamentos (de um total de quatro grupamentos analisados) apresentaram diferença salarial por gênero maior que aquela auferida para a amostra completa. Dessa forma, a hipótese de que o diferencial de rendimentos dos trabalhadores seria menor para os indivíduos empregados em cargos semelhantes foi parcialmente refutada, dado que a diferença relativa entre os salários/hora de homens e mulheres, na maior parte dos grupamentos, foi maior que essa mesma medida estimada para todos os trabalhadores da amostra.Palavras-chave: Diferencial de rendimentos. Mercado de trabalho. Grupamentos ocupacionais. Decomposição de Oaxaca-Blinder.