Juvenicídio e (Necro)Políticas Públicas de Jovens Desligados de Abrigos em Araguaína-TO
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Araguaína |
Programa de Pós-Graduação: |
PPGDIRE
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/7053 |
Resumo: | A presente pesquisa, objetiva analisar os processos de desabrigamento de jovens das Casas abrigos de Araguaína-TO, no período de 2008 a 2022, buscando conhecer os procedimentos de desinstitucionalização por maioridade a partir dos próprios sujeitos. Tem como sustentação teórica a necropolítica descrita por Mbembe (2018), buscando demostrar os processos de exclusão e repulsão de direitos e a ideia de Juvenicídio enfatizado por Rocha (2020), a autora discute a exclusão em massa de pobres e negros. Metodologicamente têm-se três contextos de coleta de dados: no primeiro momento foram analisados os documentos fornecidos pelas casas abrigos de Araguaína-TO, onde foi identificado um quantitativo de 132 jovens os quais permitiu afeiçoar-se o perfil destes institucionalizados através dos relatórios de desligamentos composto nas fichas; no segundo contexto foi feito a busca ativa destes jovens que atingiram a maioridade nas casas abrigos, sendo que durante os 15 anos de funcionamento das unidades 12 jovens foram desligados por maioridade, onde o gênero feminino prevalece com maior incidência no quantitativo de desligamento sendo 7 jovens do gênero feminino e 5 do gênero masculino, onde foi oportuno realizar entrevista com 6 jovens; e por último com os seis jovens que aceitarem participar da pesquisa, foi realizado a entrevista semiestruturada e escuta presencial, com os que residem em Araguaína, e para os que residem em outros municípios a entrevista foi realizada via remota. Para os documentos institucionais trabalhou-se com estatística descritiva e se produziu o perfil do jovem abrigado. As entrevistas foram gravadas, transcritas e analisadas utilizando as estratégias de análise de conteúdo. Dessa forma, a pesquisa permitiu verificar que o desligamento produz diversos efeitos necro-políticos na vida dos jovens, mas também servem de efeito protetor. |