O ridículo entre o sagrado e o profano: a comicidade e o riso nos festejos religiosos da Boa Vista do Padre João
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho
São Paulo |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Artes
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/2110 |
Resumo: | Este estudo, cujo objeto tange à “Comicidade e o Riso”, se entrelaça na Formação Humana e na Cultura Cômica Popular. Desta forma, constitui uma temática relacionada à “A comicidade e o Riso nos Festejos Religiosos da Boa Vista do Padre João - o lugar da condição de “ridículo” entre o sagrado e o profano”. O objetivo geral da pesquisa foi analisar quais e como os recursos cômicos constituem o imaginário e a produção de sentidos dos devotos nestes festejos. A produção dos dados ocorreu através de observações participantes e de diálogos durante as Festas de celebração dos santos católicos. A tese defendida é a de que nas relações humanas os comportamentos, que permeiam o ambiente religioso no confronto entre as linguagens sacras e as profanas, são atravessados pela comicidade e pelo riso trazendo a condição de ridículo dos devotos como um acalentador do estranhamento entre as partes. Assim, parte do ponto anterior das encenações e da teatralização da cultura popular religiosa e seus personagens cômicos e artísticos. Este trabalho buscou aprofundar entendimentos quanto à formação humana dos cômicos, que aqui tratarei por ridículos. Enquanto os demais trabalhos esmiúçam o espaço e as ações da festividade e da produção artística envolvidas neste contexto, esta tese buscou estabelecer uma análise em um território um tanto quanto esquecido pelas pesquisas, ou seja, a comicidade, o riso e os cômicos no cotidiano das vidas comuns de sujeitos, ainda, não artistas, ou seja, o processo humano de formação do cômico. Então, as narrativas dos sujeitos desta pesquisa trouxeram a condição de ridículo de cada devoto, que se insere no espaço sagrado sem causar perturbações, abrandando, desta forma as incursões do profano neste ambiente. O riso parece fazer parte do ambiente, mesmo que muitos o negam, outros renegam e tantos outros o repudiam, mas se deixam envolver e se entregam ao risível. Portanto, o ridículo marca o seu lugar entre o sagrado e o profano. |