(In)visibilidade das mulheres na pesca artesanal: uma análise sobre as questões de gênero na colônia de pescadores e pescadoras z-16 em Miracema do Tocantins/TO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Mendes, Soraya Helena de Araújo
Orientador(a): Parente, Temis Gomes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Palmas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/197
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo analisar a (in)visibilidade das atividades pesqueiras realizadas pelas pescadoras associadas à Colônia de Pescadores Profissionais Artesanais Z-16 de Miracema do Tocantins e Tocantínia – COPEMITO. O termo (in)visibilidade foi uma definição utilizada pela autora da pesquisa em questão pelo fato de evidenciar que as atividades pesqueiras que as mulheres realizam são (in)visíveis tanto para elas quanto para os outros. Neste sentido, este estudo buscou dar visibilidade a estas atividades, que são (in)visíveis devido às questões de gênero, uma vez que estas atuam como um marcador cultural no processo de construção e reprodução social dos sujeitos. Pretendemos identificar e refletir sobre os lugares de gênero que as pescadoras ocupam, e se esses legitimam as desigualdades entre homens e mulheres no universo da pesca artesanal. A metodologia adotada na pesquisa foi de cunho qualitativo com a utilização da história oral. Os dados obtidos foram interpretados com base na perspectiva de gênero, compreendido neste estudo como a primeira maneira de construir as relações sociais de poder e subordinação entre homens e mulheres, cuja fundamentação teórica baseou-se nos estudos empreendidos por SCOTT (1990, 2012). Com base nisto, os resultados desta pesquisa apontam que as pescadoras da COPEMITO realizam todas as atividades que constituem a pesca profissional artesanal, desde a confecção dos apetrechos de pesca até o beneficiamento do pescado, portanto, são visíveis. No entanto, existem diferenças entre as mulheres que vivem com companheiro das que são solteiras, pois as primeiras concebem suas atividades como “ajuda” e as últimas se consideram participantes diretas na atividade, o que legitima a existência de desigualdades de gênero no setor pesqueiro. Os dados também possibilitaram perceber que, as mulheres necessitam de uma maior articulação junto aos movimentos de organização social da categoria. Nesta perspectiva, inferimos que se faz necessário à consolidação de políticas públicas que contemplem as pescadoras e que viabilizem o acesso destas aos seus direitos sociais, previdenciários e trabalhistas.