Aplicação de vídeo remoto subaquático iscado (BRUV) na amostragem da ictiofauna de um riacho do cerrado brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Carvalho, Rayna de Melo
Orientador(a): Pereira, Thiago Nilton Alves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Porto Nacional
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ecótonos - PPGEE
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/2975
Resumo: Existem mais de 32 mil espécies de peixes no mundo, sendo cerca de 43% são exclusivas de água doce mesmo sendo esse habitat representante de apenas 1% da superfície do globo terrestre. No intuito de conhecer essa grande riqueza de espécies, os estudos com ictiofauna utilizam diversos métodos de amostragem. Com o avanço da tecnologia o uso de câmeras em pesquisas cientificas torna-se cada vez mais comum. O estudo destes métodos e suas aplicações podem auxiliar no conhecimento e/ou monitoramento de locais que necessitem deobservações constante da ictiofauna. Assim, o presente trabalho analisou o desempenho do uso de Vídeo Remoto Subaquático Iscado (BRUV) em relação à métodos ativos na amostragem da composição da ictiofauna do Córrego Capivara, verificando a existência de gradiente ambiental no córrego e sua relação com o desempenho de amostragem do BRUV e da técnica ativa. Para verificar esse gradiente foi realizada uma Análise de Componentes Principais (PCA); para análises de riqueza em cada método foi construída a curva do coletor além de um escalonamento multidimensional não métrico (nMDS) para comparar a riqueza capturada por cada método de amostragem. Verificou-se assim que os pontos a montante mostraram menos interferência do lago em relação aos pontos a jusante com altas taxas de riqueza e abundância nos locais intermediários. O método ativo apesar de mais eficiente que a BRUV não foi suficiente para atingir todos os micro-habitat presentes no córrego enquanto o método passivo apesar de haver um gradiente ambiental, o que teoricamente ofereceria nos locais próximos a nascente do córrego um ambiente favorável para o uso da BRUV, não houve visibilidade suficiente para identificar os indivíduos em níveis taxonômicos menores que família para a maioria dos indivíduos. Nos dois métodos foi possível observar a presença de pequenos Characiformes em locais de melhores visibilidade, baixas temperaturas e ausência destes em locais com baixa visibilidade, altas temperaturas. Assim, conclui-se chamando-se atenção para a ineficiência do vídeo nesse tipo de córrego e a necessidade de testes com variáveis e ambientes diferentes para auxiliar na escolha dos melhores métodos a serem utilizados de acordo com as características ambientais do local de amostragem.