Patogenicidade de Metarhizium Anisopliae em combinação com sulfato de zinco em operárias de Atta Sexdens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Cynthia Lhourrana Santos
Orientador(a): Souza, Danival José de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Gurupi
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal - PPGPV
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/1271
Resumo: Com o objetivo de avaliar a patogenicidade de Metarhizium anisopliae em combinação com o ZnSO4 em operárias de Atta sexdens, foram conduzidos três experimentos que foram divididos em dois capítulos. Foram conduzidos no Laboratório de Simbioses Insetos-Microrganismos. O experimento do primeiro capítulo teve o objetivo de avaliar os efeitos do ZnSO4 como substância imunossupressora em operárias de A. sexdens. Adotou-se o delineamento fatorial, com oito repetições (contendo 01 operária por repetição), compreendendo sete doses (0, 0,15, 0,25, 0,50, 1,50, 2,50 e 5,00 g/L) de ZnSO4 e dois períodos de avaliação (24 e 48 horas). Para cada dose, as repetições foram imersas por 20 segundos, posteriormente cada operária foi individualizada em tubos de ensaio de vidro com algodão umedecido. Após o período de 24 e 48 horas, retirou-se 1μL de hemolinfa da região occipital da cabeça de cada operária e realizou-se a contagem total de hemócitos utilizando-se câmara de Neubauer. As doses de ZnSO4 foram eficientes em reduzir o número de hemócitos das operárias em ambos os períodos. Os dois tempos avaliados apresentaram alto desempenho na dose em comum: 0,15 g/L de ZnSO4. O período de 48 horas apresentou maior interferência na imunidade das operárias. O segundo capítulo objetivou verificar o aumento na mortalidade de operárias de A. sexdens associando o ZnSO4 com o fungo M. anisopliae. O experimento foi composto pelos seguintes tratamentos: 105, 106 e 107 conídios/mL do fungo M. anisopliae, com 3 repetições cada, sendo divididas em 10 grupos com 10 operárias cada e o controle consistiu da aplicação de água destilada autoclavada. Cada operária recebeu 1 μL de suspensão no tórax em cada tratamento correspondente e colocadas em câmara climatizada. A cada dia de avaliação foram coletadas as operárias mortas e desinfetadas, colocadas em tubos Eppendorf autoclavados e colocadas em BOD para confirmar se a morte foi causada pelo entomopatógeno. A concentração 106 conídios/mL provocou mortalidade intermediária, sendo escolhida para a segunda etapa do experimento. O ZnSO4 possibilitou que fungos oportunistas se tornassem patogênicos. A associação ZnSO4 com M. anisopliae foi eficiente em favorecer a atividade de M. anisopliae aumentando a taxa de infecção e mortalidade de 30% (tratamento com apenas a suspensão do fungo) para 60%.