Análise fitoquímica, toxicidadee avaliação das atividades antioxidantee antimicrobianadas folhas de Virola Sebifera (Aubl.)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Ribeiro, Claudiane Lima
Orientador(a): Scapin, Elisandra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Palmas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente - Ciamb
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/2106
Resumo: O cerrado é rico em plantas medicinais em razão de suas características morfológicas, apresentandoconstituintes químicos diversificados com potenciais biológicos. Porém, estudos com espécies medicinais do cerrado no estado do Tocantins, Brasil,aindasão escassos.Nesse contexto,este estudo teve como objetivo contribuir com a ampliação do conhecimento químico e biológicoda espécie Virola sebifera, coletadas no estado do Tocantins.A V. sebifera, conhecida popularmente como mucuíba, é uma espécie típica do cerrado, utilizada na medicina popularpor suas propriedades medicinais. Os extratos obtidos pelosmétodosà quente (soxhlet) e à frio (ultrassom)utilizando ossolventeshexano, metanol e etanolforam submetidos a triagem fitoquímica e caracterizados por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE)e cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas(CG/EM). A atividade antimicrobiana foi avaliada utilizando cepas de Staphylococcus aureus (ATCC 6538), Escherichia coli(ATCC 25922), Candida albicans(ATCC 10231), Staphylococcus epidermidis(NEWP 0128) e Salmonella typhimurium(NEWP 0028) pelo método de difusão em poço e determinação da concentração inibitória mínima (CIM). A atividade antioxidantefoi avaliada pelo método de DPPH,determinação dos fenólicostotais e flavonoides totaise a toxicidade foi avaliada pelo modelo de Allium cepae pelo ensaio de fragilidade osmótica de eritrócitos (FOE). A triagemfitoquímica evidenciouapresença declasses de compostos fenólicos como taninos, flavonoides, antraquinonas e alcaloides, e aCLAE identificou catequina, ácido siríngico, ácido clorogênico, ácido p-cumárico, ácido rosmarínico, naringina, rutina, hesperidina, morina e quercetina.A CG/EMidentificoucompostos fenólicos, lignanas, cetonas, aminoácidos, éteres eaminas.Todos os extratos apresentaram resultados satisfatórios para a atividade antioxidante, com destaque para o extrato hidroalcoólicoque apresentou um valor de IC50=26,46 ± 0,58 μg/ml, próximo ao padrão rutina. Nos bioensaios antimicrobianosos extratos foram sensíveis àS. aureus, S. epidermidise Salmonella. O ensaio toxicológico revelou que os extratos induziram inibição no sistema radicular da A. cepae que não houve atividade tóxicacomos eritrócitos. Portanto os constituintes químicos encontrados na V. sebiferadirecionam para estudosfuturos sobre seu potencial bioativo que justifiquem as indicações terapêuticas empíricas.