Suplementação de bovinos em pastejo na região Amazônica com utilização de subprodutos do babaçu (Orbignya speciosa)
Ano de defesa: | 2013 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Araguaína |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal Tropical - PPGCat
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
BR
|
Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/171 |
Resumo: | Objetivou-se avaliar no Bioma Amazônico a viabilidade técnica e econômica da suplementação de bovinos a pasto manejados sob lotação de tempo fixo no período da seca e com condições restritas de massa de forragem O experimento teve duração de 84 dias e foi conduzido em quatro piquetes de 2,0 ha, providos de bebedouros e cochos cobertos, onde em cada piquete foi realizado um ciclo experimental de aproximadamente 21 dias. No primeiro e segundo ciclos experimentais as forrageiras predominantes eram a Brachiaria brizantha cv. Marandu e Brachiaria Humidicola, no terceiro ciclo HD364® e o quarto ciclo foi Brachiaria cv. Piatã. Foram utilizados 24 machos mestiços leiteiros de 15 meses e 207,24kg, os quais foram distribuídos em quatro tratamentos em delineamento em blocos ao acaso. Além da mistura mineral, testou-se três suplementos isoprotéicos com 35%PB, um denominado padrão que utilizou-se os alimentos milho moído e farelo de soja e dois proteinados denominados 15 e 30, com inclusão de 15 e 30% torta de babaçu em substituição ao milho moído e farelo de soja. Os suplementos foram fornecidos diariamente sempre as 10:00 da manhã em baias individuais, e o sal foi fornecido ad libitum no cocho dentro dos piquetes. A altura média do dossel forrageiro foi de 26 cm, com 2,36 tMS/ha, predominando 37% de material verde e oferta de forragem de 4,29%PV. O ganho de peso médio diário dos animais que receberam sal foi de 39 g/animal, inferior a média encontrada para os animais que foram suplementados, que foi de 311 g/dia. O consumo médio diário de matéria natural dos suplementos foi em média de 481 g/dia durante o período da seca sem variação entre os tratamentos e ciclos de avaliação. A análise econômica demonstrou que a receita líquida para os suplementos padrão, 15% e 30% de torta de babaçu foram superiores a mistura mineral, com o proteinado 15% resultando em melhor retorno econômico. Portanto, a substituição parcial do milho moído e do farelo de soja pela torta de babaçu nos níveis de 15% e 30% não apresentaram diferença significativa no ganho médio diário e no consumo de matéria natural do suplemento em relação ao concentrado padrão (P<0,05), e ambos mostram-se viáveis economicamente em comparação a mistura mineral, sendo sua adoção relacionada ao preço dos insumos. |