Análise da presença de células neoplásicas no sangue periférico por citometria de fluxo em pacientes com linfoma não-Hodgkin

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: SILVA, Vanessa Afonso da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
Brasil
UFTM
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1593
Resumo: O linfoma não-Hodgkin (LNH) é a neoplasia hematológica mais comum no mundo e rotineiramente, a biópsia de medula óssea é realizada para adequado estadiamento tumoral. Novas técnicas têm sido estudadas para permitir uma identificação mais rápida da doença, como a imunofenotipagem por citometria de fluxo (ICF). Em relação ao sangue periférico, até o presente momento não existe um consenso sobre a realização da ICF e não se sabe o seu real valor para o diagnóstico e estadiamento dos LNH. Diante disso, analisamos se é possível identificar a presença de células neoplásicas circulantes no sangue periférico de pacientes com LNH por meio da ICF, bem como comparamos os achados com o estadiamento inicial pela biópsia de medula óssea. Nove amostras foram analisadas utilizando-se um painel de anticorpos monoclonais direcionado ao estudo de doenças linfoproliferativas crônicas de células B. Gates sequenciais foram analisados e os resultados comparados com a avaliação histológica da medula óssea. Dos nove casos analisados, três foram discordantes com o resultado anatomopatológico de medula óssea no exame de estadiamento, sendo a biópsia negativa para infiltração para LNH enquanto a ICF foi positiva. Estes casos apresentavam baixa carga tumoral, que pode justificar a discordância. A imunofenotipagem por citometria de fluxo vem sendo estudada para o diagnóstico, estadiamento e seguimento de pacientes portadores de LNH. A utilização de sangue periférico como material para o estadiamento nos LNH é factível, apresenta uma boa sensibilidade, sobretudo para análise de pequenas populações neoplásicas, além de ser uma amostra de fácil obtenção.