Escala de desenvolvimento motor: validação para crianças com baixa visão dos 7 10 anos de idade
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Brasil UFTM Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1870 |
Resumo: | Para avaliar o desempenho motor e a função motora grossa de crianças com deficiência visual, na literatura atual, existem escalas adaptadas e validadas, como a Test of Gross Motor Development – 2 (TGMD-2) e a Movement Assessment Battery for Children (MABC-2), respectivamente. No Brasil, recentemente foi adaptado a Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) para crianças com baixa visão (BV), e neste momento o mesmo grupo de pesquisa pretende validar a EDM. Portanto, a proposta do presente estudo é elaborar dois estudos, sendo o primeiro, uma revisão integrativa e o segundo, uma pesquisa de campo com caráter de validação instrumental. O objetivo do estudo I é sintetizar, organizar e demonstrar as evidências quanto ao objetivo das escalas/instrumentos utilizados na avaliação sensório-motora e funcional de crianças e adolescentes com DV. Nesta revisão sistemática, foram identificados 113 estudos indexados nas bases de dados Cochrane Library, Lilacs/Medline, PEDro, Pubmed, Scielo e Web of Science. De acordo com os critérios de inclusão, selecionaram-se 17 estudos, sendo 14 transversais, dois ensaios clínicos randomizados e um longitudinal. Os critérios da qualidade metodológica foram avaliados de acordo com o desenho do estudo: transversais e caso-controle pela Escala de Loney; longitudinais pela Newcastle Ottawa Quality Assessment Scale Cohort Studies (NOS) e ensaios clínicos pela Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Os estudos apresentaram um total de 552 amostras, sendo 302 crianças com DV de zero meses a 12 anos de idade e 38 adolescentes entre 13 e 18 anos. As 212 amostras restantes eram de crianças sem DV. Não foram identificados adolescentes sem DV nos estudos revisados. Em relação aos instrumentos de avaliação utilizados nos estudos foram identificadas escalas com maior enfoque motor do que sensorial, sendo 13 instrumentos para avaliar os comprometimentos físicos e funcionais dessa população e três escalas para analisar os comprometimentos na orientação e percepção sensitiva. As escalas/instrumentos utilizados nos estudos revisados tiveram maior análise no aspecto motor (alterações posturais, análise do movimento, equilíbrio, função motora grossa, mensuração das ações motoras, motricidade global, padrão de marcha) comparado ao menor número de investigação na avaliação sensorial em crianças e adolescentes com DV. Ainda foi notado sobre a relevância de investigar nessa população a presença de comprometimentos além de motores, mas também, sensoriais, visto que as funcionalidades desses indivíduos consistem de uma estruturação que integra os aspectos sensório-motores. Portanto, os desfechos identificados viabilizaram a importância da realização da avaliação por parte dos fisioterapeutas integrantes de uma equipe multidisciplinar, seja no aspecto sensorial ou motor em crianças e adolescentes com DV. O segundo estudo trata-se da validação da EDM-adaptada para crianças com BV dos sete aos dez anos de idade. Para isso, foram verificadas suas propriedades psicométricas com a MABC-2 adaptada para esta população, sendo analisada a consistência interna pelo Aplha de Crobanch e a validade convergente e divergente com a utilização do teste correlação de Spearman. A amostra foi composta por 62 crianças com BV, com idade média de 8,5 (±1,21) anos, frequentadoras de instituições ou escolas que contam com o atendimento e a inclusão de pessoas com DV nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Após o consentimento dos responsáveis, as crianças foram avaliadas por meio dos dois instrumentos adaptados para esta população: EDM e MABC-2. Como seguimento metodológico de validação, as crianças foram avaliadas em um único momento por apenas um examinador treinado. Os dados constataram-se que os domínios avaliados pela EDM apresentaram alta consistência interna (α = 0,77), nos domínios motricidade fina e organização espacial (α = 0,82), na motricidade global (α = 0,81), na organização temporal (α = 0,77). O teste de Sperman revelou fortes e significativas correlações entre a EDM adaptada e a MABC-2 adaptada nos domínios: motricidade fina e destreza manual (r=0,735; p<0,001), motricidade global e resultado padrão da MABC-2 (r=0,714; p<0,001) e equilíbrio em ambas as escalas (r=0,811; p<0,001). A EDM consolidou resultados positivos que direcionam o avaliador para uma melhor e confiável avaliação do desenvolvimento motor de crianças com BV. Considerando os resultados apresentados no estudo, evidencia-se que a EDM e a MABC-2 são escalas que se complementam na avaliação do desenvolvimento e desempenho motor nesta população, sendo a confiabilidade e a validade da EDM confirmada nos subtestes de motricidade fina, motricidade global e equilíbrio. A EDM adaptada para crianças com BV pode ser uma opção de ferramenta apropriada para avaliação alguns itens do desenvolvimento motor em crianças BV. |