Características funcionais de células tronco mesenquimais cardíacas na cardiomiopatia tóxica hiperadrenérgica em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: NUNES, Douglas Caixeta
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Medicina
Brasil
UFTM
Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1364
Resumo: Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar algumas propriedades funcionais de células tronco mesenquimais cardíacas (“cardiac mesenchymal stem cells”- cMSCs) no modelo experimental em ratos da cardiomiopatia hiperadrenérgica tóxica induzida por isoproterenol, o qual se assemelha ao quadro clínico humano da cardiomiopatia de Takotsubo. Métodos: Ratos Wistar de 12 semanas de idade foram alocados em dois grupos: grupo cardiomiopático (CMP, recebendo por dois dias consecutivos isoproterenol 100mg/Kg, s.c., em bolus, n= 15) e grupo controle (CON, recebendo salina, n=15). Monitorização eletro- e ecocardiográfica foi realizada em todos os animais imediatamente antes e trinta dias depois da indução da cardiomiopatia. Após a eutanásia, os corações foram excisados, pesados e divididos (corte tetracameral), as quais foram processadas para 1) histologia ou 2) extração de células não-cardiomiocíticas. Na histologia, foram avaliadas a morfometria das câmaras cardíacas, a contagem de células inflamatórias e o grau de fibrose miocárdica. Uma parte das células não-cardiomiocíticas foi plaqueada em baixa densidade para realização do ensaio de contagem de unidades formadoras de colônias semelhantes a fibroblastos (“colony forming units-fibroblasts” - CFU-F), o qual permite estimar o número de cMSCs. As células não-cardiomiocíticas remanescentes foram expandidas até a 5a passagem para avaliação da taxa de proliferação celular, bem como a habilidade para a diferenciação adipogênica e osteogênica in vitro. Resultados: Ratos CMP apresentaram maiores durações de onda P, intervalo PR e intervalo QT ao eletrocardiograma, menor fração de ejeção e dilatação ventricular esquerda ao ecocardiograma, hipertrofia cardíaca, acompanhado na histologia por infiltração inflamatória leve e fibrose miocárdica discreta. Todas estas alterações confirmaram a presença de uma cardiomiopatia ativa após os trinta dias de administração do isoproterenol. O ensaio de CFU-F revelou que os animais CMP possuem um maior número de cMSCs no coração em comparação aos ratos CON. Em adição, as cMSCs de ratos CMPs apresentaram maiores taxas de proliferação e maiores capacidade de diferenciação adipogênica e osteogênica que as de animais CON. Conclusão: Em ratos com cardiomiopatia hiperadrenérgica induzida por isoproterenol, as células tronco mesenquimais cardíacas (cMSCs) apresentam-se em maior número, com maior taxa proliferativa e maior potencial de diferenciação que os animais controles.