Síndrome do Túnel do Carpo: avaliação e intervenção fisioterapêutica com interface entre a mão e a coluna vertebral
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Brasil UFTM Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/1009 |
Resumo: | A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é uma neuropatia de compressão do nervo mediano mais comum da extremidade superior. A sintomatologia é variada e sua apresentação é geralmente bilateral. É caracterizada por dor, formigamento e/ou sensação de dormência na mão, punho e 3 primeiros dedos e tendendo a piorar durante a noite. Com a progressão dos sintomas a dor e a dormência podem ser sentidas durante o dia de forma intermitente ou desencadeadas por atividades diárias. Em muitos pacientes a dor se torna constante e são relatados edemas das mãos, falta de destreza ao manusear objetos e a queda dos objetos manipulados. Em estágios avançados é possível observar fraqueza devido a atrofia da musculatura tenar. Em associação com os sintomas da mão, 45% dos indivíduos com STC também relatam dor nas áreas proximais da extremidade superior. Tais sintomas podem ser evidências de danos nas raízes nervosas cervicais, que explicaria o quadro sintomático ao longo do membro superior e cervical. Assim, o tratamento das lesões por compressão deve ser direcionado a todos os pontos vulneráveis ao longo do nervo como: punho, cotovelo e cervical. A eletroneuromiografia (ENMG) é um exame invasivo considerado o padrão-ouro no diagnóstico de STC. No entanto, esse exame tem alta taxa de falso-positivos. A dinamometria e a eletromiografia de superfície (EMG) são técnicas não invasivas capazes de avaliar e mensurar a força e a ativação eletromiográfica e fornecer informações objetivas úteis para determinar padrões normativos e indicadores de lesão. E, para uma avaliação mais direcionada das mãos, foi desenvolvido o Brief ICF Core Set for Hand Conditions (BCS-HC) que verifica os impactos da função, atividade e participação por meio dos conceitos da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Dessa forma, busca-se investigar se o uso de técnicas não invasivas (EMG e dinamometria) são capazes de detectar alterações na musculatura de mãos com STC que possa sugerir sofrimento neural. Além disso, verificar se um protocolo fisioterapêutico baseado em técnicas de estabilização segmentar, mobilização cervical e neural é mais eficaz que exercícios terapêuticos clássicos na redução dos sintomas, evolução do estado funcional e alteração da atividade eletromiográfica das mãos de mulheres com STC. Bem como verificar a aplicabilidade do BCS-HC por meio da vinculação dos conceitos dos questionários Patient rated wrist evaluation (PRWE) e Boston Carpal Tunnel Questionnaire (BCTQ) e determinar se existe associação entre os conceitos da CIF e os questionários para STC. |