Mulheres com câncer de mama: o corpo que habitam
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Educação Física Brasil UFTM Programa de Pós-Graduação em Educação Física |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1429 |
Resumo: | É indiscutível que a mulher acometida pelo câncer de mama registra em sua trajetória uma série de alterações biológicas, psicológicas e sociais no corpo, as quais em sua maioria são oriundas do tratamento. Compreender como as mulheres que tiveram câncer de mama percebem o corpo antes e depois de serem submetidas a um protocolo de treinamento resistido de 12 semanas e como elas acham que são vistas pelas outras pessoas foi o objetivo desta dissertação. Participaram desta pesquisa 10 mulheres que tiveram câncer de mama, as quais foram entrevistadas individualmente antes e depois do treinamento de força respondendo duas perguntas geradoras: Como você vê seu corpo hoje? E como você acha que as pessoas veem seu corpo hoje? Para análise e interpretação dos dados obtidos foi utilizada a Técnica de Análise e Elaboração de Significados proposta por Moreira; Simões e Porto (2005). Os resultados anteriores ao início do treinamento mostraram que elas viam o corpo sem diferença (n=4), pois as modificações advindas do tratamento não foram suficientes para evidenciar mudanças. Quanto ao achar como as outras pessoas viam seus corpos foi descrito como normal (n=6). Tal fala se deu devido as mudanças não serem “tão” visíveis. Ao serem entrevistadas novamente, ao finalizar o protocolo de 12 semanas, alterações na fala sobre mudanças em suas percepções de como ver o corpo e como as mesmas achavam ser vistas pelas outras pessoas comparativamente com as respostas iniciais. Em ambas as respostas as unidades de significado melhor (n=7 na 1ª pergunta geradora e n=5 na 2ª pergunta geradora) foi a mais evidente, sendo destacadas mudanças tanto nos âmbitos fisiológicos como conseguir emagrecer e melhor disposição quanto emocionais como se sentir feliz e receber elogios, confirmando o efeito que o exercício físico promoveu nas voluntárias desta pesquisa. No que tange ao contexto do estudo, houve alterações tanto na percepção que todas tinham ao ver seus corpos quanto como as pessoas as viam. Concluímos que terem participado de um protocolo de treinamento durante 12 semanas mudou a percepção de como as mulheres que tiveram câncer de mama se viam e em como elas achavam ser vistas por outras pessoas. |