Incidência de sintomas em pacientes com diagnostico de neoplasias hematológicas durante tratamento em um hospital geral.
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Enfermagem Brasil UFTM Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1721 |
Resumo: | Introdução: O câncer é uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, em que dentre os seus tipos, as neoplasias hematológicas se destacam pela sua incidência. Durante o tratamento, na maioria das vezes, os pacientes acometidos por essa doença apresentam uma sintomatologia preocupante, diante disso, se constitui como um instrumento importante identificar os sintomas para diagnosticar circunstâncias, agravamentos clínicos e a interferência direta na qualidade de vida desses pacientes. Apesar da importância de identificar a incidência de sintomas em pacientes com essa comorbidade durante o seu tratamento, assim como, os aspectos acerca da intensidade da dor, há uma escassez de evidências científicas que abordem essa temática. Objetivo: Identificar a incidência de sintomas em pacientes com diagnósticos de neoplasias hematológicas em tratamento em um hospital geral. Método: Trata-se de um estudo observacional, seccional com abordagem quantitativa, realizado com pacientes onco hematológicos em um hospital público de ensino. Foram aplicados três instrumentos sendo eles um de caracterização sociodemográfica e clínica, a escala de Edmonton Symptom Assessment System e o Brief Pain Inventory. Para a análise estatística foram realizadas frequência relativa e absoluta, o coeficiente de correlação de Pearson para preditores quantitativos e teste t-student para preditores dicotômicos, assim como, a Regressão Linear Múltiplo para a análise de dados. Resultados: Participaram do estudo 88 pacientes, sendo 56 (63,6%) do sexo masculino, 38 (43,2%) pessoas casadas/união estável, com média de idade de 49,45 anos, 34 (79,1%) residentes de outros municípios, 25 (28,4%) diagnosticados com Leucemia Mielóide Crônica e 25 (28,4%) Linfoma Hodgkin, 58 (65,9%) com média de tempo de diagnóstico 38 (43,2%) entre sete e 12 meses, e ainda 61 (69,3%) não realizavam nenhum tipo de tratamento complementar. Nos resultados dos instrumentos Edmonton Symptom Assessment System Brasil e Brief Pain Inventory, a maioria dos pacientes não apresentaram sintomas, assim como, não tiveram dor forte e fraca nas últimas 24 horas, assim como, no momento da entrevista. Ressalta-se que o sintoma de dor, não interferiu no humor, na habilidade para 10 caminhar, trabalhar, no relacionamento, sono, e na habilidade para apreciar a vida. Ao correlacionar a dor média com os sintomas de dor, cansaço, sonolência, perda de apetite, depressão, ansiedade e bem-estar evidenciou-se uma correlação positiva. Em relação as variáveis idade e tempo diagnóstico não se evidenciou resultados significativos. Conclusão: Conclui-se que apesar de haver um predomínio de pacientes que não apresentaram sintomas, principalmente, de dor este estudo é relevante por apresentar aqueles mais prevalentes em pacientes com neoplasia hematológica, além de investigar a correlação da dor com o âmbito físico, emocional e funcional e global dos pacientes. |