Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Martinez, Rafael Ricardo Madrid [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65451
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Resumo: |
Nas últimas décadas os carreadores de fármacos têm tido crescente interesse científico e tecnológico como sistemas que favorecem tratamentos de doenças e viabilizam o uso de bioativos em novas aplicações. Os carreadores podem proporcionar o transporte dos fármacos aos alvos específicos de tratamento, garantindo simultaneamente a estabilidade dos fármacos frente às condições bioquímicas adversas no curso da administração, concomitante com uma resultante ação farmacológica adequada pela liberação no local esperado. Neste estudo, nano e micro partículas foram produzidas com os biopolímeros quitosana-N-arginina e alginato como um biomaterial coloidal para aplicação como carreador do fármaco ivermectina. O carreador foi produzido por titulação pelo processo de coacervação complexa, sendo que ambas as macromoléculas são polieletrólitos fracos e a interação de cargas entre os grupos amina e carboxila que são dependentes do pH, proporcionam características estruturais, bem como a interação com o meio biológico. Os tamanhos coloidais e a distribuição de cargas de superfície foram estudados por espalhamento de luz dinâmico e potencial zeta. A interação termodinâmica com um modelo de membrana biológica constituída de lipídeo carregado de bicamada de lipossoma foi avaliada por calorimetria de titulação isotérmica. A forma em pó do carreador de fármaco foi obtida por liofilização com alto percentual de encapsulamento de ivermectina. Estudos in vivo foram conduzidos com administração pela via oral em peixes ornamentais Corydoras schwartzi em experimentos sistemáticos que consistiram na avaliação histológica intestinal e hematológica para identificar possíveis efeitos adversos da administração de altas doses de ivermectina nas concentrações de 0,22, 0,86 e 170 mg/kg de peso corporal do modelo animal. De forma geral, as altas doses não foram prejudiciais aos tecidos intestinais e tampouco afetaram significativamente os parâmetros de células sanguíneas. Apenas a overdose de 170 mg/kg resultou em aumento na expressão de miosina-Vb nas regiões apicais dos enterócitos, demonstrado pela imunofluorescência, e que pode ter implicações na integridade epidérmica intestinal. Os estudos físicoquímicos e in vivo demonstraram o potencial das nano e micro partículas de polieletrólitos como um biomaterial carreador de fármaco para aplicação oral. |