Carcinoma hepatocelular hipointenso na fase hepatobiliar da ressonância magnética com ácido gadoxético prediz recorrência após a cirurgia? Uma revisão sistemática e metanálise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Braga, Fernanda Angeli [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/68765
Resumo: Objetivo: Investigar se o carcinoma hepatocelular (CHC) hipointenso na fase hepatobiliar (FHB) da RM com ácido gadoxético no pré-tratamento é um marcador prognóstico para recorrência tumoral dentro de três anos após a cirurgia com intenção curativa (ressecção ou transplante hepático). Métodos: A revisão sistemática foi realizada nas bases de dados PubMed, Embase, Cochrane e LILACS. Artigos originais focados na avaliação da intensidade de sinal (IS) do CHC na FHB, bem como na recorrência após a cirurgia por pelo menos três anos foram incluídos no estudo. A razão de chances (OR) foi medida usando o método do inverso da variância e modelo de efeitos randômicos. A ferramenta Qualidade em Estudos Prognósticos (QUIPS) foi utilizada para avaliar a qualidade dos artigos incluídos. Resultados: Cinco estudos com total de 718 pacientes foram analisados. A chance de recorrência dentro de três anos após a cirurgia nos pacientes com CHC hipointenso na FHB foi 3,12 vezes maior do que nos pacientes com CHC hiperintenso na FHB (OR 3,12; IC 95% 1,27 – 7,68; p = 0,01). A heterogeneidade foi moderada (I2 = 52%). O risco de viés no geral de cada artigo incluído foi baixo. Conclusões: O CHC hipointenso na FHB da RM com ácido gadoxético no pré- tratamento aumentou a chance de recorrência tumoral em pacientes tratados com ressecção ou transplante hepático. A IS do CHC na FHB pode ser considerada um biomarcador de imagem não invasivo de prognóstico do paciente.