Avaliação dos aspectos físicos e mentais em pacientes longevos com doença renal crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Martini, Adriana Ferreira [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5735245
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50612
Resumo: Objetivos: Avaliar pacientes idosos longevos (≥80 anos) com doença renal crônica (DRC) em tratamento conservador (taxa de filtração glomerular ≤30 ml/min/1,73m2) em relação à qualidade de vida utilizando o questionário SF-36. Avaliar aspectos físicos e mentais usando escalas padronizadas. Estudar associações entre aspectos sóciodemográficos, suporte social, aspectos clínicos e laboratoriais, e as medidas e qualidade de vida, avaliação física, mental e depressão em comparação a idosos da comunidade.Métodos: Foram estudados 80 pacientes com DRC e 60 idosos longevos vivendo na comunidade (controles), com média de idade de 83,7 anos (DP=3,3 anos). Foram analisados aspectos físicos, cognitivos, sociais e de qualidade de vida por meio de escalas, como: SF-36, mini mental, teste de nomeação de Boston, teste sentar e levantar, TUG, ABVD, MOS, escala de depressão GDS, teste de fluência verbal categoria animais e questionário para aplicação Abep.Resultados: O grupo com doença renal crônica apresentou maior média do índice de comorbidades de Charlson (p<0,001), maior porcentagem de diabetes mellitus (p = 0,002) e de diabetes mellitus com dano de orgão alvo (p<0,001). O grupo controle apresentou médias maiores nas dimensões de capacidade funcional (p=0,007), estado de saúde geral e limitações por aspectos emocionais (p<0,001), vitalidade e limitações por aspectos físicos (p = 0,001); e na fluência verbal (teste de Boston) (p<0,001) comparativamente ao grupo com doença, que por sua vez, apresentou médias maiores nas dimensões de saúde mental, aspectos sociais (p=0,001) e maior porcentagem de indivíduos com tempo acima de 20 segundos no teste de sentar-se e levantar-se da cadeira (p = 0,002). Conclusões: Pacientes longevos com DRC estágio 4 e 5 em tratamento conservador, apresentaram uma pior avalição de sua saúde geral, função fisica e limitação por aspectos emocionais investigados pelo questionário SF-36, como também em outras medidas objetivas de desempenho físico em relação a longevos sem doença renal da comunidade. Além disso, esses pacientes têm indícios de menor desempenho cognitivo (fluência verbal) e apoio social. Entretanto outros aspectos medidos por ABVD, índices de depressão, e função emocional parecem similares a da população sem DRC. Esses achados são importantes para se conhecer o desempenho funcional físico e mental dos pacientes longevos com DRC auxiliando na tomada de decisão para se aprimorar seu tratamento