Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2008 |
Autor(a) principal: |
Benassi-Werke, Mariana Elisa [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9813
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Resumo: |
Segundo o modelo de memória operacional de Baddeley e Hitch (1974), a alça fonológica é um subsistema de armazenamento temporário, necessário para a recordação de curto prazo de material verbal, ao passo que o executivo central é um sistema responsável por manipular estas informações. O armazenamento de seqüências verbais pode depender do tamanho e similaridade fonológica das palavras e contexto semântico no qual as palavras se inserem. Há controvérsias acerca de como se dá o armazenamento e manipulação de material melódico na memória operacional. Este trabalho pretendeu investigar se a memória operacional é capaz de lidar igualmente com sons verbais (números e pseudopalavras) e não-verbais (tons) e, com isso, verificar se o executivo central manipula de forma semelhante estes três tipos de material através da comparação do teste de amplitude, na ordem direta e inversa, para dígitos, pseudopalavras e tons em três grupos: cantores amadores, cantores profissionais e músicos com ouvido absoluto. Na ordem inversa, a amplitude melódica foi menor que a amplitude para material verbal, com ou sem significado, o que sugere que material melódico tem características diferentes do material verbal, pois a manipulação de seqüências melódicas na memória operacional foi mais difícil do que a manipulação de seqüências verbais para os três grupos experimentais. Porém, quando há a utilização de estratégias verbais ou mistas (verbal e qualquer outra) para a recordação dos tons, ocorre um aumento na amplitude melódica na ordem direta no grupo de ouvido absoluto, indicando que a associação de códigos verbais aos tons pode ajudar na evocação. Porém, não há aumento de amplitude melódica na ordem inversa, possivelmente pelo uso de outra estratégia diferente da estratégia verbal neste caso. Os resultados ainda não permitem afirmar a existência de uma alça exclusiva para material melódico, mas dão suporte à necessidade de se caracterizar melhor as condições em que seqüências melódicas são armazenadas e manipuladas na memória operacional. |