Indicadores precoces de insuficiência istmocervical avaliados na ressonância magnética do colo uterino no período gestacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Habib, Viviane Vieira Francisco [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22667
Resumo: Objetivo: Estabelecer as principais características do colo uterino de gestantes com insuficiência istmocervical (IIC), comparando com grupo controle sem fatores de risco para IIC através da ressonância magnética do colo uterino (RMCU) e avaliar a utilidade do método. Métodos: estudo prospectivo realizado em 59 gestantes, 49 (83,1%) pacientes com IIC e 10 (16,9%) gestantes normais no período de novembro de 2009 a novembro de 2012. A idade gestacional variou de 10 a 28 semanas. Todas as pacientes realizaram RMCU com protocolo específico para avaliação do colo uterino. Os parâmetros analisados nos exames de RMCU foram: a identificação do colo do útero, a presença de hipossinal junto ao orifício interno do colo, a perda da definição da zona estromal periendocervical (ZEPE), a presença de conteúdo de hipossinal no interior da bolsa junto ao orifício interno (SLUDGE), a biometria do colo do útero – a anatômica realizada com o comprimento do colo do orifício interno ao externo e a funcional definida como a mensuração através de uma linha continua do orifício interno até a região em que a zona estromal deixava de ser bem definida. Resultados: o hipossinal foi presente em 41 (85,4%) gestantes com IIC e a perda de definição da ZEPE foi presente em 36 (73,5%). O SLUDGE pode ser avaliado em apenas 46 gestantes e nessas, em 27 (58,7%) ele estava presente na RMCU. Nenhuma gestante normal apresentou hipossinal, perda da ZEPE e o SLUDGE. Conclusão: A RM pode ser útil na avaliação do colo uterino e na identificação precoce da IIC. Os principais sinais na RM da IIC são: o hipossinal adjacente ao orifício interno e a perda da definição da ZEPE. A biometria funcional é menor nas pacientes com IIC comparando às gestantes normais.