Efeito do exercício resistido intradialítico sobre os parâmetros hemodinâmicos, estresse oxidativo e qualidade de vida dos pacientes renais crônicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Lourenço, Bruna dos Santos [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23295
Resumo: Portadores de Doença Renal Crônica (DRC) em hemodiálise (HD) são acometidos por comorbidades como: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, distúrbio mineral ósseo e sarcopenia levando-os ao sedentarismo. A falta de atividade física é um fator prognóstico negativo para sobrevida nesta população e a realização de uma atividade física que minimize esse fator melhorando sua qualidade de vida e sua capacidade funcional pode ser de grande utilidade. Neste trabalho objetivou-se avaliar o efeito do exercício resistido intradialítico sobre os parâmetros hemodinâmicos, estresse oxidativo e qualidade de vida dos pacientes renais crônicos. Para avaliação dos parâmetros hemodinâmicos utilizamos aferições da pressão arterial sistólica, diastólica e frequência cardíaca calculando-se posteriormente o duplo produto e pressão arterial média. Coleta de sangue foi realizada no decorrer do protocolo para dosagens de óxido nítrico (NO) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). Aplicou-se o Inventário de Depressão de Beck juntamente com o “Kidney Disease and Quality-of Life- Short-Form (KDQOL-SFTM)” e um teste de autonomia funcional do Grupo de Desenvolvimento Latino Americano da Maturidade (GDLAM) para avaliar a qualidade de vida pré e pós 12 semanas de treinamento resistido (TR); o teste de 1 repetição máxima (1RM) foi aplicado para avaliação do ganho de força e ajuste de carga do treinamento. Nas análises pré e pós TR utilizamos o teste t de Student paramétrico e não paramétrico (Wilcoxon); para as demais variáveis utilizou-se análise de variância ANOVA para medidas repetidas, considerando-se significante quando P≤0,05 . Foram avaliados 17 pacientes em tratamento de HD ≥ 3 meses. Verificamos que o TR não alterou os parâmetros hemodinâmicos e o estresse oxidativo. Com relação à qualidade de vida observamos alterações significantes em 6 domínios do KDQOL-SFTM: capacidade funcional e aspectos emocionais P=0,05, aspectos emocionais P=0,04, aspectos físicos P=0,02, vitalidade e saúde mental P=0,01. No teste de autonomia funcional do GDLAM o escore basal vs final foi de 30,5 ± 8,6 vs 27,1 ± 6,8 sendo essa diferença significativa com P < 0,01. No teste utilizado para mensuração do ganho de força obtivemos um expressivo aumento nos exercícios de ombro, bíceps, tríceps, extensão de joelho e flexão de quadril, comparando a 7ª semana de TR vs semana inicial, 13ª semana de TR vs 7ª semana de TR e 13ª semana de TR vs semana inicial, sendo P < 0,01 para todos. Concluímos que o TR intradiálise não alterou os parâmetros hemodinâmicos e o estresse oxidativo, mas promoveu melhora na qualidade de vida, autonomia funcional e aumento de força nos portadores de DRC.