Análise da concordância de cirurgiões em pontos-chave técnicos da Gastrectomia Vertical que podem alterar a incidência de Doença do Refluxo Gastroesofágico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Katayama, Rafael Cauê [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69362
Resumo: Objetivo: Avaliar a autocrítica e a heterocrítica das variações técnicas nas gastrectomias verticais através da análise de vídeos pré-gravados de operações. Método: Dez cirurgiões experientes (> 30 gastrectomias vertical/ano) (9 homens, idade média de 55 anos) foram convidados a participar do estudo. Os indivíduos foram solicitados a enviar um vídeo não editado com uma gastrectomia vertical laparoscópica típica de sua prática diária (primeira rodada). Os vídeos foram editados em pequenos clipes compreendendo 11 pontos-chave da técnica. Todos os clipes anônimos (incluindo os próprios) foram devolvidos a todos os cirurgiões. Os indivíduos foram solicitados a concordar ou não com a técnica demonstrada. Foi seguido o processo Delphi para avaliação de consenso. Após a rodada em que todos os cirurgiões declararam concordar ou não com a técnica (segunda rodada), a porcentagem de investigadores que concordaram foi apresentada a todo o grupo e foi solicitada uma segunda votação (terceira rodada). A concordância Inter avaliadores – Inter rater Reliability (IRR) foi calculada para avaliar a concordância entre os participantes. Resultados: Durante a segunda rodada, a concordância foi ruim/razoável para todos os pontos, exceto o reparo do hiato, que teve uma concordância muito boa. Para a terceira rodada, houve discreto aumento na concordância para distância junção esofagogástrica/grampeamento proximal e mobilização gástrica para grampeamento; e discreta diminuição da concordância para o formato final do tubo gástrico. Apenas 1 (10%) cirurgião reconheceu que avaliou seu próprio vídeo. Cinco (50%) dos cirurgiões discordaram de si mesmos em 1 ou mais pontos: dissecção do pilar diafragmático (n=2), distância piloro / grampeamento distal (n=2), ângulo de His (n=1), distância esôfago-gástrica junção/grampeamento proximal (n=1) e fixação omental (n=1). Conclusão: A análise de vídeos pré-gravados de operações de GV mostrou auto e hetero concordância fraca / razoável na maioria dos pontos técnicos.