Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Yabumoto, Cristina [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67495
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Resumo: |
Objetivos: 1) Avaliar o perfil clínico dos pacientes com blefaroespasmo essencial (BE) em dois centros de referência; 2) Demonstrar de forma objetiva a melhora clínica dos pacientes com BE após o tratamento com toxina botulínica tipo A (BTX-A), por meio de uma nova ferramenta prática; 3) Avaliar o filme lacrimal de pacientes com BE antes e após o tratamento com BTX-A. Métodos: 1) Para avaliar o perfil clínico dos pacientes, foram analisadas as características clínicas dos pacientes com BE dos setores de Oculoplástica dos Departamentos de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e da Universidade de São Paulo (USP), totalizando 51 pacientes. 2) Para a demonstração objetiva da melhora dos espasmos palpebrais, foram avaliados 34 pacientes antes e 15 dias após o tratamento com aplicação de BTX-A. Os movimentos palpebrais dos pacientes foram registrados por meio de vídeos gravados com um smartphone e a frequência destes movimentos foi analisada com o auxílio de um software customizado. 3) Para a análise do filme lacrimal, foram avaliados 20 pacientes com BE antes e 15 dias após o tratamento com aplicação de BTX-A. Resultados: 1) 84,3% dos pacientes com BE eram do sexo feminino e a média de idade observada foi de 74,22 10,71. A duração média da doença relatada foi de 12,96 ± 8,33 anos. 2) Houve redução significativa nos movimentos palpebrais observados após o tratamento (21,55 ± 13,30 movimentos/min vs. 8,46 ± 6,32 movimentos/min; p< 0,001). 3) Aumentos significativos na área do menisco lacrimal (0,020 ± 0,015 mm2 vs. 0,057 ± 0,104 mm2; p=0,01) e tempo de ruptura do filme lacrimal (BUT): 4,2 ±1,2 s vs. 5,1±1,3 s; p=0,03 foram observados 15 dias após o tratamento. Foi observada redução significativa no questionário Ocular Surface Disease Index (OSDI): 59,05±19,04 vs. 21,2±19,5; p< 0,0001. Conclusão: 1) 84% dos pacientes com BE acompanhados em dois centros de referência em oftalmologia do Brasil são do sexo feminino; os pacientes têm média de idade elevada e apresentam doença de longa duração. 2) Redução da frequência dos movimentos palpebrais após tratamento com BTX-A pôde ser demonstrada usando um smartphone e software personalizado. 3) Aumento significativo na área do menisco lacrimal e BUT e redução nos valores do OSDI após o tratamento refletem o efeito da toxina botulínica no mecanismo de bomba lacrimal e consequente melhora dos sintomas de olho seco em pacientes com BE. |