Avaliação do papel da hipóxia na modulação da parede celular do fungo Paracoccidioides brasiliensis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Barros, Yasmin Nascimento de [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/62208
Resumo: Fungos termodimórficos do gênero Paracoccidioides são os agentes etiológicos da paracoccidioidomicose (PCM), uma micose sistêmica com ocorrência na América Latina. A interação entre Paracoccidioides spp. e seu ambiente extracelular, são de grande importância para o sucesso do estabelecimento do fungo no hospedeiro. Embora os fungos patogênicos respondam a diferentes estresses, tais como: altas temperaturas, ROS/RNS, alterações de pH e limitação de macro e micronutrientes, pouco se conhece sobre como os fungos patogênicos humanos respondem à limitação de oxigênio, particularmente quando condições hipóxicas são encontradas no tecido hospedeiro. Neste sentido, o objetivo do trabalho é avaliar a modulação dos componentes da parede celular de Paracoccidioides brasiliensis em respostaa ambientes com baixas concentrações de oxigênio. Os resultados demonstram um aumento viabilidade do P. brasilienses quando incubado a baixas concentrações de oxigênio. Além disso, genes envolvidos na síntese de α-glucana aumentaram ao mesmo tempo que genes relacionados a síntese de β-glucana reduzem sua expressão relativa em resposta a hipóxia. Ensaio de interação entre β-glucana e Dectina-1 por citometria de fluxo demonstrou que em baixas concentrações de oxigênio, há uma redução da interação entre β-glucana e seu receptor. Além disso, Leveduras de P. brasiliensis apresentam uma resistência à fagocitose quando submetido à hipóxia. Em adição, a via de cAMP-PKA não parece estar envolvida na modulação dos componentes de parede celular de leveduras de P. brasiliensis sob baixas concentrações de oxigênio. Por fim, as leveduras submetidas a hipóxia apresentaram uma menor suscetibilidade ao antifúngico fluconazol. Em conjunto, os resultados encontrados nesse trabalho sugerem uma modulação da parede celular do fungo patogênico P. brasiliensis em resposta à hipóxia.