Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Come, Amálio Xavier [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67169
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Resumo: |
Objetivo: Suicídio é uma das principais causas de morte de adolescentes em todo o mundo. No entanto, poucas pesquisas exploraram a epidemiologia e a etiologia do suicídio em países de baixa e média renda, onde residem 90% dos adolescentes do mundo. Nosso objetivo é identificar fatores sociais e psiquiátricos associados a pensamentos suicidas (PS) e comportamentos suicidas (CS). Método: Os participantes foram 487 adolescentes, de 12-19 anos, frequentando escolas secundárias na Cidade de Maputo. Os participantes relataram dados sociodemográficos e histórico de experiências potencialmente traumáticas; entrevistas psiquiátricas semiestruturadas avaliaram transtornos mentais atuais, PS e CS no último mês e tentativa de suicídio (TS) ao longo da vida. Resultados: PS do mês anterior foi relatado por 80 (16,4%), CS do mês anterior por 30 (6,2%) e TS por 43 (8,7%) participantes. Ser do sexo feminino ou de uma religião que não seja dominante, ter depressão ou ansiedade e histórico de violência sexual mais do que dobrou a probabilidade de PS e CS no mês anterior. O transtorno de uso de substâncias foi associado apenas ao aumento de CS no mês anterior. Não foram encontradas associações com nível socioeconômico. Ajustando para dados demográficos e transtornos mentais atuais, a associação entre violência sexual e CS no último mês foi atenuada e não significativa. Conclusão: Estratégias universais de prevenção do suicídio, juntamente com intervenções direcionadas para adolescentes vulneráveis, são urgentemente necessárias para lidar com as altas taxas de PS e CS em Moçambique. Além disso, o tratamento dos transtornos mentais deve ser priorizado em conjunto com as estratégias de prevenção do suicídio. Fatores associados a PS e CS em adolescentes moçambicanos são semelhantes aos de adolescentes de alta renda, embora o impato é em graus diferentes, sugerindo a necessidade de adaptar as abordagens de prevenção do suicídio à países de baixa e média renda. |