A agulha como ferramenta artística: subversão da feminilidade na arte contemporânea brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: D'Arienzo, Julia Porto Santos [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/71672
Resumo: A dissertação tem como objetivo refletir sobre a presença e utilização da agulha na arte brasileira realizada por mulheres, a fim de analisar respostas artísticas contemporâneas à compreensão da feminilidade na cultura visual ocidental, e, por consequência, seus impactos na cultura brasileira. Para tanto, destaco a importância de identificar a agulha como ferramenta artística. Em termos metodológicos, traço sua breve história e analiso seu potencial no questionamento de papéis de gênero. Ao escolher artistas unidas por linhas poéticas semelhantes, nomeadamente Nazareth Pacheco, May Agontinmé e Rosana Palazyan, abordando temas como a artificialidade do feminino e a opressão, meu objetivo principal consiste em explorar os retalhos de identidades femininas, ou seja, as variadas manifestações da experiência feminina. Demonstro o potencial subversivo da agulha nas artes, não apenas como ferramenta artística, mas também como instrumento na criação da subjetividade feminina. Este destaque emerge da reflexão sobre como a arte contemporânea aborda a feminilidade, explorando questões de identidade e opressão. Surge, então, a indagação: É possível, por meio da agulha, subverter a categoria do feminino?