Análise de estresse, depressão e qualidade do sono como fatores mediadores na síndrome de Burnout em professores do estado de São Paulo durante a pandemia de COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Corrêa, Gustavo Ururahy de Oliveira [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69579
Resumo: A Organização Mundial de Saúde classifica a Síndrome de Burnout (SB) como uma doença ligada à atividade laboral. Lecionar é uma atividade profissional intimamente vinculada à necessidade de lidar com agentes estressores diariamente. A baixa capacidade de lidar com esses agentes estressores pode levar alguns professores a desenvolver a SB. O intuito deste trabalho foi analisar o efeito de variáveis psicossociais na SB quando influenciadas por três agentes mediadores: estresse, depressão e qualidade do sono. Para alcançar este objetivo, analisamos 801 professores do Estado de São Paulo por meio de questionários autoaplicáveis disponibilizados em formato eletrônico e respondidos em ambiente virtual. Selecionamos seis variáveis ambientais para análise, a saber: medo de perder o emprego, sexo, idade, quantidade de aulas por semana, ter filhos e preferências circadianas. Nossos resultados mostraram que das seis variáveis analisadas, cinco se enquadram em um modelo de mediação completa, em que o efeito da variável sobre a SB é explicada 100% pelos agentes mediadores, são elas: medo de perder o emprego, sexo, idade, quantidade de aula por semana e preferências circadianas. A variável ‘ter filhos’ foi a única que mostrou padrão diferente. Professores que têm filhos, quando não apresentaram indicativos de estresse, depressão e qualidade de sono ruim tendem a ter menores escores no questionário para SB, porém, quando apresentam indicativo para estresse, depressão e qualidade do sono ruim, tendem a ter maiores escores para a SB do que professores que não têm filhos. Os resultados obtidos suportam a hipótese de que na presença de indicativos para estresse, depressão e baixa qualidade de sono, as variáveis psicossociais e comportamentais analisadas no presente estudo influenciaram de forma mais acentuada a percepção de burnout em professores do ensino fundamental, médio e superior do Estado de São Paulo.